Portobello - Especificador Virtual

Área Técnica Portobello

Neste ambiente você encontrará os principais documentos técnicos da Portobello já agrupados por temas de forma a auxiliar o trabalho do profissional de decoração, arquitetura e engenharia.

Assentamento de Grandes Formatos - O Desafio

Assentamento de Grandes Formatos - O Desafio (Vídeos)

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Como cortar peças de vidro?

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Como fazer o transpasse na hora de assentar as madeiras Portobello?

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Como retirar a cera protetora dos porcelanatos?

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Como utilizar o Especificador Virtual da Portobello?

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Cortes de Porcelanatos - Serra Manual - Dicas e Procedimentos

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Dificuldade de Cortes de Porcelanatos - Caixinhas e Quinas de paredes

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Dificuldade de Cortes de Porcelanatos - Explicação e Dicas

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Extra Fino Lamina - Paredes Curvas

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Guia Portobello de Assentamento - Linha Bardot

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Guia Portobello de Assentamento - Linha Planalto Central

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Guia Portobello de Assentamento - Linha Spessorato (sobre brita)

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Guia Portobello de Assentamento - Linha Spessorato (sobre contrapiso)

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Guia Portobello de Assentamento - Linha Spessorato (sobre grama)

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Niveladores de Piso - Como utilizar no assentamento

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Manual de Atendimento à NBR 15.575:2013

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Manual do Proprietário Portobello

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Tabela Local de Uso

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Termo de Garantia Geral Portobello

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Projeto

Projeto básico
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Paginação

Projeto de paginação com indicação da peça mestra.

Recomenda-se que o projeto seja feito por profissional habilitado, de preferência com experiência. Dessa maneira é possível obter melhores resultados finais ao mesmo tempo em que são evitados riscos de defeitos, imprevistos e acidentes. Fachadas, paredes externas e áreas internas de acesso público, por exemplo, costumam requerer detalhes específicos de projeto.

O projeto de revestimento cerâmico deverá conter a especificação de todos os produtos que serão utilizados, inclusive a indicação da localização do início do assentamento, conforme ilustra a figura ao lado. Além disso, é necessário que se tenha todos os detalhes construtivos para que nenhuma decisão precise ser tomada na obra.

Para um revestimento esteticamente mais agradável, recomendamos alguns cuidados:

  1. Sempre que possível comece a paginação pelo canto. Dessa forma, a quantidade de peças cortadas será mínima, aumentando a produtividade em obra e diminuindo o desperdício de materiais;
  2. Deixe as peças cortadas em locais menos visíveis, como embaixo de bancadas e móveis;
  3. Se possível, deixe peças inteira nas entradas dos ambientes;
  4. No caso de paredes, tome cuidado com o tamanho das faixas ao lado do batente: se o filete for muito fino, maior será a dificuldade de corte e, consequentemente, menor a produtividade;
Dica Portobello!

A paginação diagonal, aliada ao uso dos niveladores de piso Portobello, reduz significativamente o ruído causado por rodinhas de malas ou carrinhos de transporte. Em alguns casos, esse ruído chega a ser eliminado.

A Portobello recomenda ainda que seja solicitado o recolhimento da ART ou RRT e que seja citado as Normas Brasileiras de referência utilizadas no projeto e recomendadas para execução.

Caimentos

No caso de pisos, é necessário verificar a necessidade de caimentos obrigatórios para o escoamento de água. A tabela abaixo apresenta os caimentos usuais de projeto.

Caimentos usuais de projeto de acordo com o ambiente
Ambiente Caimento
Ambientes de Estar de 0,0 a 0,5%
Banheiros e Cozinhas de 0,5 a 1,5%
Box de Chuveiro de 1,5 a 2,5%
Pisos Externos mínimo de 1,0%
Terraços e Lajes de Cobertura mínimo de 1,5%

Tipos de base em sobreposição

Além dos caimentos, é necessário verificar outros elementos que possam interferir nos projetos de paginação de pisos, como por exemplo, a existência de pontos de energia, água, esgoto, gás, elementos estruturais (pilares e vigas), esquadrias, louças sanitárias, etc.

A natureza de alguns tipos de revestimentos de base impede ou limita a possibilidade de sobreposição sendo necessárias algumas ações corretivas antes do assentamento do novo porcelanato. A tabela abaixo mostra a necessidade de ações corretivas de acordo com o tipo de base.

Compatibilidade entre revestimentos de paredes e porcelanato Portobello
Apenas limpeza do piso Regularização da parede Remoção obrigatória
Concreto ou Contrapiso Irregularidades superficiais (relevo) superiores a 2 mm de altura Pisos soltos, quebrados ou com som cavo
Granitos e Mármores Carpet têxtil
Ardósia Cinza Tábua corrida
Porcelanato Taco
Cerâmica Ardósia Verde Laminado de madeira
Granilite Pisos elevados
 
Atenção!

Algumas argamassas colantes de sobreposição não são indicadas para alguns dos pisos de base acima descritos. Antes de comprar a argamassa, verifique se seu fabricante indica o produto para sua necessidade.

No caso de remoção obrigatória do revestimento antigo, o porcelanato deverá ser assentado diretamente sobre o concreto ou contrapiso devidamente regularizado, conforme procedimento descrito em Instalação > Preparo da Base.

 
Aumento de espessura em sobreposições

No caso de sobreposição, após o assentamento das peças, o nível final do piso novo ficará alguns milímetros acima do nível anterior, com isso podem ser necessárias adaptações em portas, batentes, janelas, caixas de luz, ralos, etc. Para considerações de projeto, é possível utilizar os valores apresentados na tabela abaixo.

Aumento de espessura em sobreposições
Tipo de desempenadeira Aumento de espessura*
Quadrada de 6 mm de 4 a 5 mm
Quadrada de 8 mm de 6 a 7 mm
Circular de 10 mm

*Nas estimativas das tabelas não foi considerada a espessura do revestimento de piso utilizado

Atenção!

Estes valores variam para cada assentador, portanto antes de fazer ajustes no ambiente (portas, batentes, ralos, janelas, etc.) certifique-se qual será a real espessura final da parede nova.

 
Correção de erros de obra

Atualmente é bastante comum utilizar juntas de pequenas dimensões para a execução de pisos cerâmicos. Embora não cause nenhum prejuízo técnico, essa prática faz com que eventuais erros de obra fiquem bastante visíveis devido ao surgimento de recortes nas placas cerâmicas. As figuras abaixo ilustram os erros de esquadro mais comuns.

Assentamento de piso com paredes fora de esquadro com tiras em forma de cunha.                    Assentamento de piso com paredes fora de esquadro com tiras irregulares.

Para evitar que isso ocorra, recomenda-se que, anteriormente ao início do assentamento, os esquadros das paredes sejam verificados. Caso alguma não conformidade seja encontrada, deve-se corrigi-la antes do início do assentamento, como mostra a seguinte figura:

Enchimento das paredes para ajuste do esquadro.

Em locais em que essa correção não seja possível ou  se opte por não fazê-la, o deslocamento ou a rotação da paginação evitará a necessidade de tiras em forma de cunha.

Paginação deslocada para evitar tiras em forma de cunha.                    Rotação da paginação para esconder os defeitos das paredes. Esta paginação aumenta as perdas com recortes.

Modulação com amarração

Este tipo de modulação é muito comum em produtos longilíneos (tais como réguas de madeira) e deve receber atenção especial durante o projeto. Todas as placas cerâmicas possuem algum grau de empeno que não se nota quando a modulação é alinhada (tradicional). No entanto, ao se quebrar essa modulação, as pontas baixas das placas ficam ao lado do centro alto de sua vizinha, criando tropeços e ressaltos desagradáveis. Para evitar isso, deve-se respeitar o transpasse máximo permitido pelo fabricante. No caso da Portobello, temos as seguintes regras:

 

USO OPCIONAL DE NIVELADORES DE ASSENTAMENTO

Transpasse máximo de 15% do comprimento para produtos com largura inferior a 35cm. Por exemplo, um produto com dimensões 20x180cm poderá ter transpasse máximo de 27cm em relação à placa vizinha. 

Transpasse máximo de 50% para produtos com largura inferior a 20cm e comprimento igual ou inferior a 60cm. Por exemplo, produtos com dimensões 15x60cm poderão ser assentado com transpasse de até 50%. 

Produtos 15x90 BOLD também podem ser assentados  com transpasse máximo de 50% sem a utilização do nivelador de assentamento, desde que a junta de assentamento mínima de 3mm seja respeitada.

Em todos os casos acima o uso do nivelador de piso é opcional.

USO OBRIGATÓRIO DE NIVELADORES DE ASSENTAMENTO

Transpasse máximo de 50% para produtos com largura inferior a 35cm, como é o caso de produtos com dimensões 20x120cm ou 30x180cm.

Transpasse máximo de 15% do comprimento para produtos com largura superior a 35cm, como ocorre com produtos de dimensões 60x120cm ou 60x180cm.

Nesses casos os produtos devem obrigatoriamente ser assentados com o uso de Nivelador de Assentamento Portobello ou sistemas similares, desde que espaçados a cada 40cm e com capacidade de carga mínima igual a 40Kg por clipe.

A tabela abaixo resume e exemplifica as regras para produtos da Portobello.

Resumo das regras de modulação com amarração para produtos Portobello
Tipo de Assentamento Largura da peça Transpasse MÁXIMO Exemplo de formatos (cm)
SEM nivelador de assentamento Menor ou igual a 35 cm 15% 11x120 / 20x180
Maior que 35 cm Não recomendado transpasse sem nivelador de assentamento
COM nivelador de assentamento Menor ou igual a 35 cm 50% 20x120 / 30x180
Maior que 35 cm 15% 60x120 / 60x180
 
Atenção!

Produtos com largura inferior a 20 cm e comprimento inferior a 60 cm podem ser assentados com transpasse de 50% sem a utilização do nivelador de assentamento. Ex. de produtos: 15x60 / 6,5x23 / 5x40,5.

Produtos 15x90 BOLD também podem ser assentados  com transpasse de 50% sem a utilização do nivelador de assentamento, desde que a junta de assentamento mínima de 3mm seja respeitada.

Dica Portobello!

Utilize o simulador de transpasse abaixo para verificar qual o valor, em cm, do transpasse de 15%.

Simule o transpasse máximo
cm
cm
Acessibilidade

Para o projeto de rampas, escadas, desníveis e frestas, deve-se considerar todos os critérios existentes na Norma de Acessibilidade (NBR 9.050:2004). Essa norma divide as áreas em Rotas Acessíveis e Circulação Interna, cada uma com suas peculiaridades.

A tabela abaixo apresenta alguns requisitos básicos de projeto que impactam na especificação da camada de revestimento de Rotas Acessíveis:

Requisitos básicos que impactam na especificação de ROTAS ACESSÍVEIS
Critérios para ROTAS ACESSÍVEIS Requisitos
Exemplo de cores contrastantes

Preto: Branco,  Amarelo, Laranja, Cinza Claro.

Branco: Preto, Vermelho, Verde, Marrom, Cinza Escuro.

Piso Tátil Faixas de 25 a 60cm de largura.
Sinalização Direcional (Go – traços) Utilizada em áreas de circulação na ausência ou interrupção da guia de balizamento, indicando o caminho a ser percorrido e em espaços amplos.
Sinalização de Alerta (Stop – bolinhas)

Utilizada em:

  • Degraus, desníveis e rebaixos acima de 1,5cm;
  • Início e final de escadas e rampas;
  • Ao redor de obstáculos suspensos e plataformas;
  • Portas de elevadores;
  • Mudanças da direção da sinalização direcional (acima de 25º);
  • Situações que envolvem risco à segurança.

Deve possuir cor contrastante.

Piso
  • Piso com atrito maior ou igual a 0,4;
  • Sem saliências ou relevo que provoquem a trepidação de dispositivos com rodas;
  • Caimento máximo de 5%, acima disso considerar como rampa.
Desníveis

Evitar desníveis em rotas acessíveis. Caso ocorram, eles devem ser tratados:

  • Desníveis de até 0,5cm – nenhum tratamento necessário;
  • De 0,5 a 1,5cm – criar rampa/chanfro de 1:2 (50%);
  • De 1,5cm a 18cm – sinalizar como degrau de uma escada;
  • Acima de 18cm – não permitido;
  • Capachos devem ser embutidos e nivelados, ou com no máximo 5mm de altura em relação ao piso.

Tapetes devem ser evitados nestas rotas acessíveis.

Frestas Grelhas, juntas de dilatação, tampas de piso, etc. devem possuir largura máxima de 1,5cm.
Rampas e escadas
  • Sinalização tátil (Stop) nas extremidades (início e final);
  • Inclinação máxima de 1:12 (8,33%) para rampas em obras novas;
  • Inclinação máxima de 1:8 (12%) para rampas em reformas;
  • Sinalização visual nos degraus (faixas de 2x20cm) das escadas;
  • Pisadas com espelhos fechados e bocel de até 1,5cm;
  • Atrito mínimo de 0,6 interno coletivo e 0,8 externo (recomendações Portobello).

Para Circulações Internas, os critérios são mais amenos, conforme a tabela a seguir:

Requisitos básicos que impactam na especificação de CIRCULAÇÕES INTERNAS
Critérios para CIRCULAÇÃO INTERNA (em residências acessíveis) Requisitos
Piso
  • Caimento máximo de 5% (inclinações maiores dão consideradas rampas);
  • Priorizar superfícies com atrito de 0,4. 
Desníveis
  • Até 0,5 cm: Nenhum tratamento necessário;
  • De 0,5 a 1,5 cm: Criar rampa ou chanfro de 1:2 (50%);
  • De 1,5 a 18 cm: Sinalizar como degrau de uma escada;
  • Acima de 18 cm: Não permitido
Rampas e escadas
  • Inclinação máxima de 1:12 (8,33%) para rampas em obras novas;
  • Inclinação máxima de 1:8 (12,5%) para rampas em obras de reforma;
  • Atrito mínimo de 0,6 em rampas em ambientes internos privativos;
  • Atrito mínimo de 0,4 em escadas em ambientes internos privativos.

 

Especificação
Atenção!

A especificação correta dos produtos é fundamental e deve ser realizada por profissionais habilitados de forma a obter bons resultados funcionais e estéticos do revestimento cerâmico.

 
Placas Cerâmicas

A especificação dos revestimentos cerâmicos não deve levar em consideração somente a estética do produto, mas também as características técnicas que possui para atender às necessidades do local onde será assentado.

A Portobello, pensando em auxiliar na correta especificação de seus produtos, criou o Especificador Virtual Portobello, que ajuda o profissional a escolher o produto correto para determinado ambiente, seja residencial, comercial, de saúde, obras urbanas ou hotelaria. Basta acessar o site abaixo, inserir os dados do ambiente, e o sistema dará a resposta com todos os requisitos necessários, incluindo a lista de produtos Portobello que atendem a especificação. Um relatório com todos os requisitos técnicos de projeto será enviado para seu e-mail.

http://especificadorvirtual.portobello.com.br

Esse aplicativo leva em consideração todos os critérios técnicos explicados a seguir, apontando quais materiais são tecnicamente adequados para cada ambiente projetado. Caso o aplicativo não contemple o ambiente que está projetando, recomendamos a leitura, interpretação e aplicação dos conceitos de especificação abordados adiante. Não recomendamos que escolha um ambiente “parecido” no especificador virtual, pois isso pode gerar erros graves.

Caso opte por fazer a especificação de forma manual, ou se o aplicativo on-line não possui a área que procura, ou mesmo para confirmar a especificação que lhe foi apresentada, apresentamos as principais características técnicas dos revestimentos e como elas devem ser consideradas no momento de projeto e de escolha dos revestimentos.

I) Coeficiente de atrito

O valor do coeficiente de atrito das placas cerâmicas definirá a especificação em locais com exigências antiderrapantes, como por exemplo, em rotas de fugas e áreas molhadas. A tabela abaixo apresenta alguns valores de referência:

Ambiente Atrito(1)
Ambientes privativos secos ou molháveis(2) de 0,2 a 0,4
Ambientes privativos molhados(3) de 0,4 a 0,5
Áreas externas 0,6(4)
Rotas de fuga 0,4 ou mais(5)
Bordas e Decks de Piscinas de 0,6 a 0,8
Rampas de até 10% de inclinação(5) 0,8 ou mais
  • (1) Estes valores são uma mescla das exigências da ABNT NBR 15.575:2013, IT dos Bombeiros de São Paulo e recomendações da Portobello.
  • (2) Áreas molháveis, segundo a NBR 15.575 são pisos cobertos que recebam respingos ocasionais de água, tais como cozinhas, lavabos, salões de festas, etc.
  • (3) Áreas molhadas, segundo a NBR 15.575 são pisos que possam acumular água, tais como banheiros com chuveiro (dentro e fora do Box), áreas de serviço, etc.
  • (4) Cada município possui uma legislação que pode ser mais ou menos restritiva. A Portobello recomenda que o projetista busque o atrito mínimo exigido com as autoridades locais. O valor indicado na tabela é apenas uma referência e não deve ser entendido como especificação mínima
  • (5) Cada município possui uma legislação que pode ser mais ou menos restritiva. Para especificação de projeto, a Portobello recomenda consultar o Corpo de Bombeiros local para verificação das exigências de cada projeto. 
  • (6) Desde que com corrimão.

Quanto maior a característica antiderrapante de um produto cerâmico, maior será a dificuldade de limpeza, portanto deve-se sempre considerar estas duas variáveis em conjunto.

II) Resistência à manchas ou “limpabilidade”

Está relacionada com a facilidade de limpeza dos produtos. A NBR 13.817:1997 classifica os produtos com relação a manchas de acordo com a tabela abaixo.

Classe Facilidade de limpeza
5 Máxima facilidade de remoção da mancha. Limpeza apenas com água.
4 Mancha removível com detergente neutro residencial.
3 Mancha removível com produto de limpeza forte.
2 Mancha removível apenas com solventes.
1 Impossibilidade de limpeza, mesmo com solvente

A NBR 13.818/1997 define que os revestimentos cerâmicos devem ter resistência a manhas mínima 3, mas esta metodologia pode ser utilizada com qualquer outro tipo de produto (madeiras, cimentíceos, vinílicos, etc.)

III) Expansão por umidade (EPU)

Indica o quanto uma placa dilata ao entrar em contato com a água. Peças com alta expansão (acima de 0,6 mm/m) em superfícies sem juntas de trabalho e expostas a ciclos de molhagem e secagem semanais, possuem maior probabilidade de desplacamento. Esta característica é muito importante e que deve ser observada principalmente para os revestimentos destinados a fachadas, saunas, frigoríficos, pisos externos entre outros.

IV) Absorção d’água

Indica a quantidade de água que a placa pode absorver. Quanto maior esse número, menor a resistência mecânica da placa. Em pisos onde requer maior resistência mecânica, deve-se utilizar placas com menor absorção d’água. Usualmente adota-se valores máximos de 10,0% para pisos residenciais e máximo de 0,1% para industriais.

A tabela a seguir apresenta a classificação de absorção d’água dos produtos pela NBR 13.817/1997. Os produtos produzidos e comercializados pela Portobello são prensados, desta forma utilizamos a letra B na classificação.

Absorção d’água Extrudados Prensados Outros
Abs ≤ 0,1
0,1 < Abs ≤ 0,5
0,5 < Abs ≤ 3,0

AI
 
BIa: Porcelanato Técnico
BIa: Porcelanato Esmaltado
BIb: Grés – Pastilhas Cerâmicas

CI
 
3,0 < Abs ≤ 6,0 AIIa BIIa: Semi Grés – Pisos Cerâmicos CIIa
6,0 < Abs ≤ 10,0 AIIb BIIb: Semi Poroso – Massa Seca CIIb
Abs > 10,0 AIII BIII: Monoporosa – Cerâmica de Paredes CIII
 
V) Resistência à umidade

A norma de desempenho permite o emprego de materiais de revestimento que venham a ter alteração de cor ou tonalidade em presença de água para áreas molhadas, desde que a informação seja repassada para o usuário final. No caso de especificação de materiais com absorção maior que 3% como: mármores, granitos, madeiras e cerâmicas, o projetista deve adicionar a informação em projeto, bem como orientar o incorporador que a repasse para o usuário final na forma de Manual de Uso e Operação, ou como informativo.

VI) Resistência ao ataque químico ou “manchamento”

Relaciona-se com a resistência da peça ao ataque de ácidos e bases em baixa e alta concentrações. A nomenclatura utilizada pela NBR 13.817/1997 é:

Agente Manchante Descrição
L Produtos em baixa concentração
H Produtos em alta concentração
 
Desempenho Descrição
A Alto (Não causa manchas)
B Médio (Manchas nas bordas)
C Baixo (Manchas generalizadas)
 
VII) Local de Uso ou PEI

Em outubro de 2013 a NBR 15.463 – Placas Cerâmicas para Revestimento: Porcelanato passou por uma revisão que entrou em vigor no início de 2014, e com isto a Portobello adequou toda sua comunicação de dados técnicos relativos ao desgaste alterando a declaração de PEI para Local de Uso.

Apesar de muito conhecido, o PEI ainda gerava dúvidas entre os especificadores: “Para sala preciso de PEI 2, 3, 4 ou 5?”. Tudo que se sabia era que PEI 1 poderia ser usado apenas na parede, e áreas de alto tráfego deveriam receber PEI 5. Tudo que ficasse nesse meio termo gerava dúvidas. Muitos clientes e especificadores confundem o PEI com a qualidade do produto, onde este refere-se apenas à abrasão superficial do esmalte. A qualidade das cerâmicas depende de outros fatores, inclusive o local onde serão aplicadas.

Outra questão que motivou a mudança foi o fato de que em produtos claros o PEI geralmente é alto, e em cerâmicas mais escuras se tem PEI baixo, mascarando os resultados que não refletiam a verdadeira qualidade ou resistência dos produtos. É como nos automóveis, carros pretos “riscam mais” que os brancos. Na verdade as duas tintas são igualmente boas e por consequência riscam igualmente, no entanto nos carros pretos os riscos são mais visíveis.

Segue o quadro com as novas classificações, bem como o que cada uma delas representa:

 
Parede Descrição de uso Sigla Portobello
Revestimento Interno Paredes internas.
(Não é indicada a sua utilização em pisos)
RI
Fachada Paredes externas e fachadas.Alguns produtos FA também podem ser utilizados em pisos, por isso podem apresentar duas siglas (Ex: FA-CL) FA
 
Piso Descrição de uso Sigla Portobello
Residencial Tráfego leve de pessoas.
Ex.: Áreas privativas em residências e condomínios.
RE
Comercial Leve Tráfego mediano de pessoas sem o trânsito de equipamentos
Ex.: Áreas comuns de condomínios, lojas sem estoques, corredores de hotéis, etc.
CL
Comercial Pesado Tráfego intenso de pessoas com trânsito eventual de equipamentos leves.
Ex.: Hall de entrada de hotel ou ed. comercial, corredores secundários de shopping center, cozinha industrial, escolas, hospitais, museus, mercado de bairro, etc.
CP
Industrial e Urbano Tráfego intenso de pessoas e trânsito leve de equipamentos e veículos.
Ex.: Calçada, shopping center, supermercado, home center, praça, metrô, etc.
IU
Atenção!

As indicações de uso acima consideram apenas o desgaste superficial do revestimento. Para uma especificação de sucesso o projetista deverá considerar todas as características em conjunto: Absorção, Expansão por Umidade, Atrito, Limpabilidade, Manchamento e Uso.

As Paredes Externas devem sempre possuir um fechamento de topo, de modo a não permitir o percolamento da água no espaço entre a placa e a base.

 
VIII) Certificado de produtoEspecificação Certificado do Produto

Uma vez definidos os dados técnicos necessários para um determinado ambiente, é necessário encontrar um revestimento que atenda minimamente aos requisitos de projeto.

A Portobello disponibiliza fichas técnicas na forma de Certificado de Produto com todos os dados técnicos de cada produto para que o especificador possa encontrar o material ideal para cada ambiente. Estes dados também permitem a comparação técnica entre produtos similares, auxiliando numa eventual substituição de especificação.

Argamassa Colante

A argamassa colante utilizada para o assentamento deve ser especificada de acordo com o local da aplicação (interno ou externo), com o cronograma de entrega da obra (argamassas de cura normal ou rápida) e com o uso do ambiente (residencial, comercial leve, comercial pesado ou industrial). A partir das especificações dadas pelo fabricante da argamassa, deve ser feito um estudo das opções que melhor se adequam às características da obra.

De modo geral, as argamassas colantes são divididas em ACI, ACII e ACIII. Segundo a NBR 14081-1:2012, cada tipo de argamassa possui características específicas, descritas nos parágrafos abaixo.

ACI deve ter características de resistência às solicitações mecânicas e termo-higrométricas típicas de revestimentos internos. Isto significa que ela é indicada para aplicações em ambientes internos, exceto em locais com características especiais como saunas, churrasqueiras, estufas, entre outras.

ACII deve possuir características de adesividade que permitam absorver os esforços existentes em revestimentos de pisos e paredes internos e externos sujeitos a ciclos de variação termo-higrométrica e à ação do vento.

Já a ACIII, deve apresentar aderência superior em relação às argamassas dos tipos I e II.

Em relação às propriedades físicas das argamassas colantes, a NBR 14081-1:2012 define alguns critérios fundamentais para cada tipo de argamassa, apresentados na tabela a seguir.

Propriedades fundamentais para argamassas colantes segundo a NBR 14081-1:2012
Requisito Unidade Critério
Tempo em aberto min.

≥ 15

≥ 20

≥ 20

Resistência de aderência à tração aos 28 dias Cura normal MPa

≥ 0,5

≥ 0,5

≥ 1,0

Cura sbmersa

≥ 0,5

≥ 0,5

≥ 1,0

Cura em estufa -

≥ 0,5

≥ 1,0

 
Atenção!

Note que não há diferença mecânica entre a ACI e a ACII: ambas devem resistir a um esforço mínimo de 0,5 MPA à tração. O que muda entre esses doi s tipos de argamassas é o tempo em aberto.

Caso você opte por argamassas da Portokoll, a tabela a seguir apresenta algumas opções de argamassas devidamente testadas com os produtos Portobello. Além disso, uma estimativa do consumo pode ser feita através do Simulador de Consumo Portokoll.

 
Indicação de argamassas Portokoll para assentamento de revestimento cerâmico de espessura normal em pisos
  Pastilhas & Mosaicos Máxima Branca (Dual Mix*) Superior Branca (Dual Mix*) Ultraflexível Ultraflexível Bicomponente Rápida
Cerâmica Desde que seja telada
Porcelanato
Área Interna
Área Externa
Piscina
Sobreposição Somente em áreas internas

* A tecnologia Dual Mix, exclusiva da Portokoll, permite que o assentador trabalhe com a argamassa mais fluida ou mais consistente sem perda de desempenho mecânico. Argamassas tradicionais possuem uma consistência ideal obtida através da adição de um volume específico de água sob pena de grande perda de aderência.

Em projeto, cite a necessidade de instalação conforme NBR 13.753. Se preferir, também indique o consumo, a desempenadeira e método de colagem conforme a tabela abaixo.

Tamanho da placa Consumo aproximado de Argamassa Colante Desempenadeira utilizada Técnica de colagem

Até 399 cm²

4,0 a 5,0 kg/m² Quadrada 6 mm Simples colagem
Entre 400 e 899 cm² 5,0 a 6,0 kg/m² Quadrada 8 mm Simples colagem
Entre 900 e 1999 cm² 6,0 a 8,0 kg/m² Quadrada 8 mm Dupla colagem
Acima de 2000 cm² 8,0 a 10,0 kg/m² Redonda 10 mm Dupla colagem

Estes valores são aproximados e variam de acordo com cada fabricante e cada assentador. Confirme com o fornecedor do produto especificado o valor real do consumo antes da compra. Alguns revestimentos podem permitir ou exigir o uso de desempenadeiras específicas.

Atenção!

Todos os produtos com dimensões iguais ou superiores a 30x30 (inclusive o próprio formato 30x30) devem obrigatoriamente, por norma, ter o assentamento feito com dupla camada.

Os fabricantes de argamassas colantes poderão apresentar indicações diferentes das apresentadas nas tabelas acima. Nesses casos recomenda-se seguir as orientações passadas pelos fabricantes de argamassas.

Dica Portobello!

Utilize o simulador mais adiante para calcular a quantidade de argamassa colante necessária no seu caso e verificar qual a área total da placa que você está utilizando.

 
Argamassa de Rejuntamento

Há três tipos de rejuntes que podem ser utilizadas com os revestimentos cerâmicos: o rejunte cimentício, o epóxi, e o acrílico. Normalmente o tipo de rejunte é especificado de acordo com o cronograma da obra, a cor da cerâmica, o nível de sujeira que a peça será exposta e o ambiente onde será efetuado o assentamento.

rejunte cimentício é o mais comum encontrado no mercado, e é composto por areia e cimento. Embora apresente grande resistência após a cura, é mais poroso que o rejunte epóxi. Desta forma, ele absorve mais sujeiras e mancha com maior facilidade. Há no mercado produtos seladores que podem ser aplicados sobre o rejuntamento cimentício já pronto que garantem certa impermeabilidade ao rejuntamento. A Portokoll possui no Portfólio o produto Selador, que é indicado para este uso.

rejunte epóxi Portokoll é composto por resina, endurecedor e pó. A vantagem de utilizar rejunte epóxi é a maior resistência a manchas e mofo, além de maior facilidade de limpeza no dia a dia. No entanto, sua aplicação é mais difícil em relação ao rejunte cimentício. Por isso, é necessário que o instalador contratado saiba aplicar este tipo de rejunte. O acabamento do rejunte epóxi é mais fino e liso em relação ao cimentício.

Dica Portobello!

Utilize a Argamassa Especial Extrema Aderência® da Portokoll para realização de restauros de peças em piscinas cheias. Dessa maneira, o restauro poderá ser executado sem que seja necessário esvaziar a piscina.

rejunte acrílico Portokoll é composto por resina líquida e carga mineral (pó). Dentre as vantagens desse tipo de rejunte destacam-se a resistência a manchas e mofo, acabamento fino e liso e facilidade de limpeza. Sua aplicação é mais difícil em relação ao rejunte cimentício e mais fácil do que o rejunte epóxi. Por isso, é necessário que o instalador contratado saiba aplicar este tipo de rejunte. O acabamento do rejunte acrílico, assim como o epóxi, é mais fino e liso em relação ao cimentício.

Para casos especiais, deve-se realizar um estudo verificando qual a melhor opção a ser utilizada. No caso de pastilhas metálicas, é importante utilizar um rejunte que não risque o produto, como o Rejunte Especial Pastilhas Metálicas da Portokoll. Além disso, é necessário utilizar somente desempenadeira de borracha.

O consumo deste material dependerá das dimensões das placas de porcelanato e da largura da junta. Caso opte pela utilização de argamassas da Portokoll, uma estimativa do consumo pode ser feita através do Simulador de Consumo.

Quantitativos, perdas e reservas técnicas

No ato da compra dos revestimentos cerâmicos, confira sempre os quantitativos e paginações das áreas a serem revestidas. Procure fazer medições em obra e sempre trabalhe com percentual de sobra. Isso é especificamente importante no caso dos revestimentos cerâmicos, pois produtos comprados como complemento podem apresentar diferenças de tonalidade e calibre (tamanho real da peça).

O percentual de sobra deve ser estimado conforme o ambiente, a paginação e o tamanho da placa utilizada (ambientes menores ou irregulares ou com muitas interferências possuem mais recortes, o que gera maior percentual de perda). Este valor varia normalmente entre 5% e 15% do volume total, sendo necessário o projeto de paginação completo para uma estimativa de maior precisão.

No caso das placas cerâmicas, conte quantas peças serão cortadas e multiplique esse número por 0,5 ou 1,0: para cortes mais complexos ou com maior possibilidade de quebra e consequente perda da peça, utilize 1,0, para os cortes mais simples utilize 0,5. O valor encontrado representará a perda em cortes e deverá ser acrescido à metragem total adquirida. Lembre-se que perda por cortes não representa apenas as placas que quebram ao serem cortadas, mas também os retalhos que não podem ser aproveitados e são descartados.

Faça também a previsão de uma pequena quantidade extra de placas para possível reposição futura na ordem de 5% a 10%.

Dica Portobello!

Utilize o simulador abaixo para calcular a quantidade de perdas e cortes no seu projeto.

Simule a área da placa
cm cm
cm²
Simule o consumo de argamassa
cm cm
Kg/m² Kg mm
Simule as perdas
Projeto executivo

Para minimizar os riscos de patologias devido a falhas de execução, recomenda-se detalhar o projeto de forma a evitar qualquer tomada de decisão em obra. Os dados a seguir são informações genéricas de situações bastante comuns, sendo necessário adaptá-las para a realidade de cada projeto.

Juntas estruturais

As juntas estruturais servem para permitir a movimentação da estrutura sem gerar tensões indesejadas que possam danifica-la. Elas são especificadas pelos projetistas da estrutura e devem cortar também o contrapiso e os revestimentos.

Juntas de dessolidarização

As juntas de dessolidarização são importantes para aliviar as tensões provocadas pela movimentação da base ou das próprias placas cerâmicas. Recomenda-se prever uma junta de dessolidarização no encontro entre o piso e a parede com espessura mínima de 5 mm e ser executada conforme figura abaixo:

Em lajes de concreto com vãos superiores a 7 metros e espessura inferior a 12 cm, a junta de dessolidarização deverá ser preenchida com selante elastomérico à base de poliuretano. Em locais onde não há assentamento de revestimento de parede, a Portobello indica deixar a junta de dessolidarização livre, sem preenchimento algum. Para esconder esta junta indicamos a utilização de rodapés.

Caso haja juntas estruturais, elas devem ser respeitadas, ou seja, não deve-se assentar revestimento cerâmico sobre elas, pois o revestimento não aguentará as solicitações e romperá.

Juntas de movimentação

As juntas de movimentação também possuem a função de aliviar as tensões provocadas pela movimentação da base ou das próprias placas cerâmicas. Segundo a NBR 13.753 elas devem ser previstas nos seguintes casos:

  • Áreas INTERNAS: Sempre que a área do piso for maior ou igual a 32m².
  • Áreas EXTERNAS: Sempre que a área do piso for maior ou igual a 20m².

No entanto, muitas construtoras optam por contratar calculistas de pisos que conseguem especificar juntas de movimentação mais espaçadas com base no partido estrutural.

Juntas de assentamento

Testes de laboratório comprovam que as juntas entre placas preenchidas com rejunte cimentíceo ou epóxi (juntas de assentamento) não são capazes de absorver deformações, no entanto possuem importante função estética.

As placas cerâmicas possuem alguma variação geométrica admissível dentro de um mesmo lote tal como tamanho, esquadro, empeno e retitude lateral. Quanto maior for esta imperfeição, maior deverá ser a largura do rejunte. Trabalhar com juntas mais finas que o recomendado pelo fabricante irão realçar estas imperfeições na forma de juntas “caminho de rato”, tropeços, sombras, recortes irregulares, etc.

Abaixo encontra-se a tabela de valores recomendados pela Portobello para alguns produtos. Caso o revestimento que esteja especificando não apareça na tabela abaixo, verifique o correto valor no site da Portobello, na embalagem do produto, no especificador virtual ou com um representante comercial da Portobello.

Produtos Junta Mínima
Monoporosa Retificada (BIII) 1,0 mm
Monoporosa Bold (BIII) 1,5 mm
Porcelanato Técnico e Esmaltado Retificado (BIa) 1,5 mm
Porcelanato Esmaltado Bold (BIa) 3,0 mm
Grês (BIb) 3,0mm ou 5,0mm (conforme o telado)
Semiporoso (BIIb) 3,0 mm ou 5,0 mm (conforme especificado na caixa)

 

Norma desempenho

A atual norma de desempenho, NBR 15.575:2013 estabelece critérios de avaliação de 5 sistemas: Estrutura, Pisos, Vedações Verticais, Coberturas e Hidrossanitários.

Ela possui diversos requisitos, porém nem todos são afetados ou dependem da escolha do material de revestimento, como por exemplo requisito de segurança estrutural. Outros requisitos, como por exemplo isolamento acústico, podem ser influenciados pelo revestimento, porém no caso de placas cerâmicas, está comprovado que elas sozinhas não melhoram nem pioram o desempenho acústico.

Os critérios de avaliação estabelecidos preveem testes de sistemas, ou seja, dos diversos elementos e componentes do sistema trabalhando em conjunto, por este motivo não se pode dizer que individualmente um material atende ou não aos critérios da norma. A correta especificação, a compatibilização e o dimensionamento de cada elemento do sistema devem ser feitos por projetista, que será responsável pelo desempenho final de sua criação.

Exemplo

Um exemplo consagrado é o concreto. Por si só, não se diz que o concreto atende às normas de desempenho, pois o comportamento da estrutura dependerá não somente da resistência do concreto (Fck), mas também da armadura e sua espessura de cobrimento, das dimensões de lajes, vigas e pilares e de outros fatores como localização do edifício, solo, vizinhança, etc. Portanto, o real responsável pela estrutura é o projetista calculista, ficando a concreteira responsável por entregar o material com o Fck especificado em projeto. Desta mesma forma, o revestimento cerâmico pode ou não atender à norma, dependendo do trabalho do projetista.

Com isso, informamos que os revestimentos cerâmicos Portobello possuem potencial para atender a todos os requisitos da NBR 15.575-1:2013, NBR 15.575-3:2013 e NBR 15.575-4:2013 referentes à camada de acabamento, desde que especificados, instalados e mantidos corretamente conforme normas específicas e também conforme procedimentos e informações divulgados pela Portobello, tais como:

E também conforme orientações dos fabricantes dos demais componentes dos sistemas de piso (estrutura, atenuador acústico, contrapiso, juntas de trabalho, impermeabilização, argamassa colante e de rejuntamento), e dos sistemas de vedação vertical (estrutura, alvenaria, argamassa de assentamento, argamassa de encunhamento, chapisco, emboço, telas metálicas de reforço, juntas de trabalho, impermeabilização, argamassa colante e de rejuntamento), desde que não sejam conflitantes com as orientações da Portobello.

A referida norma de desempenho estabelece critérios para ensaios de sistemas, e na condição de fabricante de apenas um dos diversos componentes do sistema, esta declaração se limita ao componente cerâmico fornecido pela Portobello.

O funcionamento adequado de todos os componentes de um sistema depende da correta especificação, compatibilização, dimensionamento e detalhamento feitos em projeto por profissional habilitado, o qual, conforme estabelecido na NBR 15.575-1:2013, se responsabilizará pelo atendimento às normas do sistema e deverá recolher ART ou RRT de seu projeto.

Seguindo a todas as orientações disponibilizadas nesse site, pretende-se dar maior segurança ao projetista para elaboração de seus projetos conforme esta norma.

Citações de Normas Complementares

Sempre cite em projeto as normas que os materiais de revestimento devem respeitar. Cite também as normas que utilizou para realizar seu projeto, os procedimentos de instalação que a construtora deve utilizar e os procedimentos de manutenção que devem ser inclusos no manual do usuário (manutenção de rotina e extraordinária, agentes agressivos e programa de manutenções).

Abaixo estão relacionadas todas as normas e demais publicações que devem ser citadas em projeto. Caso alguma delas não reflita a realidade do projeto, ela pode ser suprimida.

Materiais
  • NBR 13.816 – Placas cerâmicas para revestimento – Terminologia
  • NBR 13.817 – Placas cerâmicas para revestimento – Classificação
  • NBR 13.818 – Placas cerâmicas para revestimento – Especificação e métodos de ensaios. 
  • NBR 15.463 – Placas cerâmicas para revestimento – Porcelanato. 
  • NBR 14.081 – Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas
  • NBR 14.992 – A.R. Argamassa à base de cimento Portland para rejuntamento de placas cerâmicas – Requisitos e métodos de ensaios. 
  • Certificado de Produto - Certificado, ficha técnica, folder ou carta do fabricante que contenha os dados técnicos reais dos produtos escolhidos.
Projeto
  • NBR 16.280 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos
  • NBR 9.050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
  • NBR 15.575-1 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais.
  • NBR 15.575-3 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos.
  • NBR 15.575-4 – Edificações habitacionais – Desempenho – Parte 3: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas – SVVIE.
  • IT dos Bombeiros – Controle de materiais de acabamento e de revestimento – Norma do Corpo de Bombeiros do estado onde a obra está localizada.
  • Especificador Virtual Portobello – Anexar em projeto os arquivos PDF de cada especificação. Nele constam os dados técnicos mínimos necessários para compra dos revestimentos.
Instalação
  • NBR 13.753 – Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento.
  • NBR 13.754 – Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento.
  • NBR 13.755 – Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – Procedimento.
  • NBR 15.825 – Qualificação de pessoas para a construção civil – Perfil profissional do assentador e do rejuntador de placas cerâmicas e porcelanato para revestimentos.
Informações ao usuário
  • NBR 5.674 – Manutenção de edificações Requisitos para o sistema de gestão de manutenção.
  • NBR 14.037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações — Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos.

Preparativos

Transporte
PRAZO DE VALIDADE DAS INFORMAÇÕES A SEGUIR

As informações abaixo são válidas por 90 dias. Para manuais em PDF, verifique a data de criação do arquivo ("criado em") para garantir que suas informações ainda estão válidas. Caso o PDF tenha mais de 90 dias, gere um novo arquivo on-line atualizado

Em geral, o transporte das peças de revestimento ocorrem em dois momentos distintos:

  1. No recebimento dos materiais, transportando as peças do caminhão até a área de estoque;
  2. Logo antes do assentamento, transportando o produto específico para a área em que será assentado.

Em ambos os casos, aconselha-se que o transporte seja feito através de empilhadeiras, sem o desmonte dos pallets. Caso a obra não possua esse equipamento ou a quantidade de caixas transportadas não justifique o uso de empilhadeiras, elas podem ser levadas individualmente com muito cuidado até o local apropriado.

Recebimento e Armazenamento
Recebimento de Materiais

Antes de iniciar a descarga do caminhão, confira se os produtos estão em conformidade com o especificado observando a tonalidade, o calibre e o lote descritos na embalagem. Confira se os itens e as quantidades contidas na Nota Fiscal estão de acordo com o especificado no projeto.

  • Quantidade
  • Nome do produto
  • Tonalidade
  • Calibre
  • Lote
  • Data de fabricação (para argamassas colantes e de rejuntamento)

 

Atenção!

Guarde a Nota Fiscal, pois a garantia dos produtos é válida somente com sua apresentação.

 
Armazenamento de Placas Cerâmicas

Os produtos devem ser armazenados em sua própria embalagem, sobre estrado de madeira e em local seco, arejado e coberto. Guarde as caixas do porcelanato conforme instruções da tabela abaixo, com o lado que contém as informações para fora, facilitando na hora de manusear o revestimento.

Formato Tipologia Acabamento Tipo Empilhamento máximo em Pallets Empinhamento máximo em Caixas Avulsas Posicionamento das Caixas Avulsas
Estático Trasnporte
             

As fotos abaixo ilustram as formas correta e incorreta de armazenagem de placas.

Placas cerâmicas armazenadas CORRETAMENTE          

Placas cerâmicas armazenadas CORRETAMENTE                                Placas cerâmicas armazenadas INCORRETAMENTE
Atenção!

Armazene os produtos de lotes diferentes em locais distintos, evitando o assentamento de lotes misturados em um mesmo ambiente.

Sugerimos que sejam feitas placas informativas com o nome do produto, lote e local onde será aplicado, assim como controle de qual lote foi utilizado em cada apartamento ou torre do empreendimento. Isto facilitará caso seja necessária substituição de uma ou mais placas.

Armazenamento de Argamassas

Os sacos de argamassa colante e de rejunte também devem ser estocados sobre um estrado de madeira, distantes no mínimo 15 cm do piso e com um empilhamento máximo de 10 unidades, em local arejado e coberto. As fotos abaixo exemplificam as formas correta e incorreta de estocagem dos produtos sobre o estrado de madeira.

          Argamassas estocadas INCORRETAMENTE

Placas cerâmicas armazenadas CORRETAMENTE                           Placas cerâmicas armazenadas INCORRETAMENTE

Observe se há presença de sacos rasgados e também a validade do lote. Se os sacos estiverem rasgados, não utilize o produto, pois ele pode ter perdido suas características químicas e físicas.

Atenção!

Não empilhe sacos de argamassa colante e de rejunte fora do estrado ou fora de suas embalagens fechadas, pois podem absorver a umidade do local e empedrar.

Em obras com mais de um pavimento, verifique com o projetista a possibilidade de armazenar os produtos nas lajes superiores, pois o peso pode causar sobrecarga na estrutura.

 
Conferência em Obra

Antes de começar o assentamento das peças, alguns cuidados devem ser tomados a fim de evitar futuros problemas.

Se for o caso, remova móveis, louças, torneiras, tomadas e quaisquer outras interferências ao assentamento. Em algumas situações pode ser necessária a remoção de soleiras ou outros tipos de ressaltos do piso de base. Em locais onde exista tubulação aberta (água, esgoto e luz), recomenda-se tampá-la com jornal a fim de evitar entupimentos.

Além disso, é importante realizar uma limpeza no ambiente, pois resíduos existentes na base podem prejudicar a aderência da argamassa colante, criar ressaltos indesejáveis no contrapiso, etc. Esse procedimento é explicado detalhadamente mais adiante.

Outros itens importantes a serem verificados foram listados abaixo.

  • Caimento e drenagem do piso: A base deve estar com caimento correto conforme o projeto. Se necessário, molhe o piso e observe se a água está escorrendo corretamente para o sistema de drenagem (calhas, ralos, etc.). Verifique também a existência de regiões com acúmulo indesejado de água e proceda com o reparo antes do início do assentamento. Caso a base esteja fora de nível ou com caimento errado, essa falha irá se propagar para o piso assentado.
  • Compatibilidade dos materiais: Em obras de sobreposição, o tipo de piso antigo (piso de base) deve ser compatível com o piso novo.
  • Contrapiso: O contrapiso deve ter idade mínima de 14 dias, apresentar superfície áspera, possuir resistência de aderência à base superior a 0,30 Mpa e aderência superficial maior do que 0,50 Mpa. Sua espessura deve ser de 2cm no ponto mais fino para assegurar um bom desempenho. Verifique também se há trincas no contrapiso antes do início do assentamento, pois elas poderão romper o revestimento depois de um tempo. Caso estas sejam localizadas, procure um especialista para as devidas tratativas.
  • Impermeabilização: Os serviços de impermeabilização (no caso de áreas molhadas) devem estar finalizados.
  • Instalações Elétricas, Hidráulicas e gás: Todas as Instalações elétricas e hidráulicas e gás devem estar prontas e testadas.
  • Nível das Portas, ralos janelas, etc.: O nível do acabamento final do revestimento cerâmico dependerá do nível das portas e rebaixos previsto no projeto. No caso de sobreposição, após o assentamento das peças, o nível final do piso novo ficará alguns milímetros acima do nível anterior, com isso podem ser necessárias adaptações em portas, batentes, janelas, caixas de luz, ralos, etc.
Limpeza

Nos casos de assentamento de piso novo, recomenda-se seguir o seguinte procedimento:

Materiais necessários: Vassoura de cerdas duras, desempenadeira e espátula metálica.

Limpe o local utilizando uma vassoura de cerdas duras. Caso exista objetos aderidos ao contrapiso, remova-os com o auxílio de uma espátula metálica. Verifique se não há partes ocas (contrapiso fraco), ou se há áreas com esfarelamento na superfície do contrapiso através de uma raspagem com desempenadeira. Caso existam falhas, elas deverão ser tratadas antes de prosseguir com o assentamento do piso para não haver futuras patologias.

     

Nos casos de sobreposições, recomenda-se o seguinte procedimento:

Materiais necessários: Vassoura de cerdas duras, espátula metálica e enceradeira com escova de nylon.

Varra toda a área com a vassoura e, se necessário, utilize uma espátula para remover qualquer objeto que possa ter se colado nas placas (cimento, gesso, chiclete, etc.). Proceda então com a lavagem do ambiente utilizando detergente ácido específico, como por exemplo o Clean Max Multipiso da Portokoll, esfregando bem para remover toda a cera e demais resíduos aderidos. Lembre-se sempre de seguir todas as instruções descritas na embalagem do produto de limpeza. Para pisos de grandes ambientes é recomendado o uso de enceradeira com escova de nylon.

Enxague bem e seque a superfície com pano de forma a remover todo o desengraxante, pois resíduos dele irão prejudicar a aderência da argamassa colante.

       

Avaliação de Planicidade

Uma condição imprescindível para a qualidade do revestimento cerâmico é que ele seja assentado em uma base com desníveis ou irregularidades mínimas. Por isso, antes do assentamento das placas, é necessário verificar se a base está plana o suficiente.  A tabela abaixo apresenta as tolerâncias máximas aceitas para cada tipo de desempenadeira.

Desempenadeira Tolerâncias de Planicidade
Quadrada de 6 mm – Dupla camada 2 mm a cada 2 m
Quadrada de 8 mm – Dupla camada 3 mm a cada 2 m
Circular de 10 mm – Dupla camada 4 mm a cada 2 m

Recomenda-se seguir o procedimentos abaixo para fazer essa avaliação. Caso a base apresente falhas maiores do que o aceitável, deve-se primeiro corrigi-las e só depois executar o assentamento.

Materiais necessários: Desempenadeira metálica, régua de alumínio de 2 metros, espaçadores de 2, 3 ou 4 mm, mangueira ou nível alemão.

A verificação de planicidade é um procedimento bastante simples. Basta apoiar uma régua de alumínio de 2 metros sobre a base sem exercer força sobre ela. A seguir, com o auxílio de um espaçador apropriado, verifique se a fresta entre a régua e o piso é maior do que a tolerância máxima, marcando os ressaltos e depressões com um giz de cera.

Operário checando a planicidade da base     Base com problema de planicidade

Para que a avaliação seja efetiva, é necessário que se façam diversas medições com a finalidade de mapear todo o ambiente. Usualmente é realizada uma medição para cada um ou dois metros quadrados de ambiente, ou seja, numa sala de 20m2 realizam-se entre 10 e 20 medições.

É necessário também checar o nível da base com auxílio de uma mangueira ou nível alemão.

Operário checando o nível da base com o auxílio de uma mangueira

Atenção!

A natureza de alguns tipos de pisos de base, tais como Ardosias Verdes, já apresentam irregularidades superiores a 2 mm de altura e sempre deverão ser corrigidas com argamassa colante.

 
Falhas de Aderência em Sobreposições

Em obras de sobreposição de pisos é necessário ainda verificar se existe alguma falha de aderência no revestimento antigo. Para isso, bata levemente com uma ponteira de ferro ou cabo de vassoura nas placas do piso de base. Preste atenção para sons de oco e marque com um giz as áreas soltas. Com uma Serra Mármore com disco diamantado, corte e remova o revestimento de todas as regiões mal aderidas. Remova também placas trincadas ou quebradas.

Atenção!

Corrija todos os defeitos do piso de base atuando na causa do problema, pois eles poderão acontecer novamente no piso novo.

Trincas ou áreas soltas são comumente causadas por movimentações da base e falhas durante o assentamento. Verifique junto a profissionais habilitados a possível necessidade de instalação de juntas de dilatação bem como a indicação de bons assentadores.

Ao final, verifique novamente todo o ambiente, pois a remoção de algumas placas podem soltar outras que estavam aderidas. Caso isso aconteça, remova as peças soltas e refaça a verificação até que todas as placas estejam bem aderidas.

Caso os “buracos” causados pela remoção das placas defeituosas tenham até 2 cm de profundidade, eles poderão ser regularizados com a própria argamassa colante.

Instalação

Prazos Técnicos
PRAZO DE VALIDADE DAS INFORMAÇÕES A SEGUIR

As informações abaixo são válidas por 90 dias. Para manuais em PDF, verifique a data de criação do arquivo ("criado em") para garantir que suas informações ainda estão válidas. Caso o PDF tenha mais de 90 dias, gere um novo arquivo on-line atualizado

Para que o revestimento exerça sua função corretamente, é muito importante que os prazos entre as etapas de execução do revestimento sejam respeitados. A tabela abaixo mostra os prazos mínimos entre cada uma das etapas.

Prazos mínimos recomendados entra cada etapa de execução
Serviço Executado Serviço Anterior
Assentamento das placas cerâmicas 28 dias após a concretagem da base, ou 14 dias após a execução do contrapiso
Rejuntamento das juntas de colocação 3 dias após o assentamento com argamassa colante comum, ou
1 dia após o assentamento com argamassa colante rápida
Tratamento das juntas de controle com selante 7 dias após o rejuntamento
Limpeza final da obra 14 dias após o rejuntamento ou após o tratamento das juntas de controle

 

Preparo da base
Regularização da Base com Argamassa Colante

Este procedimento deve ser efetuado apenas quando a base tiver falhas de planicidade. O método de avaliação dessas falhas está detalhado em Preparativos > Conferência em Obra.

Materiais necessários: Desempenadeira ou colher de pedreiro; régua de alumínio de 2 metros.

Espalhe a argamassa colante (a mesma que utilizará para o assentamento do porcelanato novo) sobre a base com o auxílio de uma desempenadeira ou colher de pedreiro, comprimindo para garantir que a massa fique bem aderida.

          

Em seguida passe a régua metálica nivelando a argamassa. O desnivelamento máximo em que se pode utilizar essa técnica é de preenchimento em duas cheias de no máximo 0,5 centímetros com intervalos de pelo menos 24 horas entre elas.

          

Alguns produtos específicos para nivelamento de pisos, tal como Lanko 122 da Parex podem ser encontrados no mercado. Neste caso, siga as instruções do fabricante.

Corte
Local e EPIs

     

Antes de começar a execução dos cortes, prepare o local onde eles serão realizados. Esse local deve ter pontos de água, drenagem e eletricidade compatíveis com os equipamentos utilizados. Seu piso deve ser anti-escorregamento a fim de evitar acidentes.

Os cortes devem ser realizados sobre mesa firme de tamanho compatível com o operador e com as peças cerâmicas a serem cortadas. Com a finalidade de evitar problemas de trepidação e movimentação da peça durante a realização dos cortes, indica-se o uso de uma placa de isopor de 1 cm de espessura. Ressalta-se que para a obtenção de um corte perfeito, as peças devem estar totalmente apoiadas na mesa, caso contrário podem estourar com a vibração da máquina de corte podendo provocar acidentes.

Atenção!

Nunca realize cortes em andaimes ou balancins.

Não opere equipamentos fora das condições para as quais foram projetados. Leia com atenção e siga as instruções de uso apontadas pelo fabricante.

O profissional que irá executar os cortes deve sempre utilizar devidamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Para escolha correta dos EPIs a serem utilizados, leia com atenção o manual de operação do equipamento.

 
Obtenção de medidas

Para maior produtividade, deixe para assentar as placas que terão recortes por último. Nesse caso, para continuar a execução do pano, meça a localização exata onde ficará a placa cerâmica cortada, estique a linha de nível e faça uma escora com um filete de cerâmica. Dessa maneira será possível assentar a peça de cima. Só retire a escora quando a argamassa estiver curada.

Após o assentamento de todas as peças inteiras, meça a localização exata de onde deverá ser efetuado o corte com uma trena ou metro.

Para cortes quadrados ou retangulares, pegue a distância da extremidade da peça até a lateral do corte. Em seguida, passe as medidas para a placa cerâmica com o auxílio de um lápis e de uma régua. Lembre-se de considerar o espaçamento da junta ao transferir as medidas para a peça a ser cortada.

Para cortes em formato de circunferência, obtenha a medida da extremidade da peça até o centro da circunferência. Em seguida passe as medidas para a placa cerâmica com auxílio de um lápis, fazendo um X no local exato do centro da circunferência e porteriormente marcando o diâmetro desejado.

    

Outra opção para obtenção das medidas é o uso do Jogo de Formatos, mostrado nas figuras abaixo. Para isso basta pressionar o molde contra o objeto, transferindo seu formato com o uso de lápis para a peça a ser cortada. Esse método é mais rápido e mais preciso, porém necessita de equipamento especial.

    

Atenção!

Nunca utilize canetas marca texto, canetas para retroprojetor ou canetas esferográficas para marcar a peça, pois elas podem manchá-la. O mais indicado é marcar a peça com lápis.

 
Execução de cortes

A maneira correta de executar os cortes depende do tipo de corte a ser realizado, do tipo de material que está sendo cortado e do equipamento disponível em obra. As recomendações da Portobello foram sintetizadas na tabela abaixo. As recomendações detalhadas para cada tipo de equipamento foram abordados em seguida.

Outros fatores podem influenciar a qualidade do corte de peças, como é o caso do tipo de disco de corte. Esses fatores são tratados com mais detalhes em Acabamento e Produtividade.

Tipo de corte Produtos Portobello Equipamento recomendado

Filetes

Mosaicos, pastilhas e filetes Serra Mármore de mão
Grês (telado)
Monoporosas Vídia e Torquesa
Semi-grês Serra Fixa de Bancada
Porcelanatos até 45×45
Porcelanatos 30×60; 60×60; 60×120 Serra Móvel de Bancada

Faixas

Execução_Cortes-Reto-01

Mosaicos, pastilhas e filetes Serra Mármore de Mão
Grês (telado)

Riscador de Sapata

Monoporosas
Semi-grês
Porcelanatos** até 60×60
**Cerâmicas com relevo ou granilha na superfície Serra Fixa de Bancada
Porcelanatos 60×120 Serra Móvel de Bancada

Cortes Triangulares

Execução_Cortes-Triangulares-01

Mosaicos, pastilhas e filetes Serra Mármore de Mão
Grês (telado)
Monoporosas Riscador de Sapata
Semi-grês**
** Cerâmicas com Relevo ou Granilha na superfície

Serra Móvel de Bancada

Porcelanatos

Outros cortes em ângulo

Mosaicos, pastilhas e filetes Serra Mármore de Mão
Grês (telado)
Monoporosas

Riscador de Sapata

Semi-grês**
Porcelanatos** até 60×60
**Cerâmicas com relevo ou granilha na superfície

Serra Móvel de Bancada

Porcelanatos 60×120

Furos no interior da peça

Execução_Cortes-Circulares-01

Mosaicos, pastilhas e filetes

Furadeira com Serra Copo

Monoporosas
Semi-grês
Grês (telado)
Porcelanatos

Semi-círculos e cortes arredondados

Execução_Cortes-Circulares-02

Mosaicos, pastilhas e filetes

Serra Mármore de Mão

Monoporosas
Semi-grês
Grês (telado)
Porcelanatos

Caixas no interior da peça

Execução_Cortes-Caixas-01

Monoporosas

Serra Mármore de Mão

Semi-grês
Porcelanatos**
** Porcelanatos brancos ou com dificuldade de corte Serra Manual de Vidro 1.000 RPM ou jato d'água

Caixas nas bordas da peça

Execução_Cortes-Caixas-02

Grês (telado) Serra Mármore de Mão
Monoporosas

Serra Fixa de Bancada

Semi-grês
Porcelanatos até 30×30
Porcelanatos acima de 30×30 Serra Móvel de Bancada
 
Riscadores

     

Atenção!

Estes equipamentos NÃO são eficazes no corte de peças com relevo superficial ou granilha antiderrapante.

Existem 2 tipos de riscadores: os de sapata e os de bico. A diferença entre eles está na forma em que pulsionam (quebram) a placa cerâmica. Os tipos de corte que cada riscador é capaz de executar foram listados na tabela a seguir:

Equipamento Tipos de corte
Riscador de sapata Corte de faixas, triangulares e em ângulo
Riscador de bico Corte de faixas

As figuras abaixo ilustram cada tipo de riscador: riscador de sapata à esquerda e riscador de bico à direita.

     

Por serem mais versáteis, uma vez que podem cortar em ângulo, os riscadores de sapata são recomendados pela Portobello.

O procedimento de corte de ambos os equipamentos é detalhado a seguir.

1. Posicione a peça (com esmalte para cima) no riscador de forma a coincidir a marcação de corte (risco de lápis) com a vídia.

Atenção!

Normalmente os riscadores não possibilitam corte de filetes menores que 2cm. Nesses casos utilize a serra de bancada. Caso se trate de uma peça monoporosa, existe ainda a possibilidade de utilização da torqueza, conforme detalhado anteriormente.

Nunca risque as peças pelo tardoz. Isso fará com que o esmalte lasque comprometendo o desempenho do produto.

2. Risque a ponta da peça puxando o riscador

       

Atenção!

Forçar muito a vídea durante o riscamento da peça não facilita o corte, apenas piora o acabamento da peça.

3. Risque o restante da peça até seu final.

       

Atenção!

Passe a vídia riscando apenas uma vez. Passar o riscador mais do que isso irá piorar o acabamento da peça.

4. Posicione a peça no quebrador.
5. Pulsione a alavanca com um golpe firme.

      

 
Vídia e Torqueza

Usada apenas para cerâmicas monoporosas, a Torqueza trabalha como o riscador, com a vantagem de possibilitar o corte de filetes mais finos (menos de 2cm). No entanto, sua utilização quebra o filete, podendo só ser empregada quando o objetivo é utilizar a maior parte da peça. Caso contrário, recomenda-se utilizar a Serra Móvel de Bancada ou a Serra Mármore de Mão.

Recomenda-se seguir o procedimento abaixo para um melhor acabamento das peças.

1. Com o auxilio de uma régua metálica ou um riscador, risque a peça com a vídia.

       

Dica  Portobello!

Para cortes mais retos e precisos, recomendamos que o risco seja feito num riscador e não manualmente.

2. Use a Torqueza para quebrar e remover o filete.

      

3. Proceda com o acabamento lixando a peça  com uma lixa de ferro número 100.

 
Serra Mármore de Mão

     

Equipamento básico de um assentador, a serra mármore de mão é capaz de executar a maioria dos cortes em cerâmicas: filetes, faixas, cortes triangulares, em ângulo, semi-circulares e arredondados, caixas no interior das peças e caixas nas bordas das peças. No entanto, nem sempre ela é a mais indicada para todos os casos.

Sempre que possível dê preferência para o uso de serras de bancada por serem mais seguras, precisas e duráveis, além de fornecerem maior produtividade e melhor acabamento.

A seguir encontra-se o procedimento de utilização recomendado para esse equipamento.

1. Escolha o disco de corte mais adequado para sua situação conforme o material, acabamento e durabilidade desejada. Para mais detalhes sobre os tipos de discos de cortes existentes no mercado e como fazer sua escolha, leia o tópico "Discos de Corte" mais adiante. 

Atenção!

Discos mais “moles” possuem melhores acabamentos e menores durabilidades. Escolha seu disco ponderando estes dois fatores.

2. Sempre antes de iniciar as atividades do dia, “afie” o disco de corte diamantado. Para isto basta fazer 3 ou 4 cortes em um bloco de concreto ou outro material abrasivo.
3. Para evitar que a peça quebre fora de lugar comprometendo o acabamento, recomenda-se iniciar um pequeno corte em uma das pontas.
4. Em seguida, prossiga com o corte da peça puxando a serra (ou conforme orientações do fabricante da serra).

       

5. Se necessário, faça o acabamento com lixa de ferro número 100.

 

Para alguns tipos de corte, é necessário um cuidado extra. Esses cuidados foram tratados a seguir.

Corte de Filetes

No corte de filetes, há dois casos de utilização dos retângulos resultantes do corte:

  1. Quando a parte a ser utilizada no assentamento é o filete;
  2. Quando a parte a ser utilizada é a peça maior.

No primeiro caso, alguns cuidados especiais devem ser tomados, detalhados a seguir. Já no segundo caso, o corte pode ser realizado conforme as instruções gerais do equipamento. Para placas com formatos de até 30×30 cm, o filete deve ser maior ou igual a 2 cm. Para peças maiores, só é possível cortar filetes a partir de 3 cm.

  1. Coloque a placa na bancada de realização de cortes. Lembre-se que a peça deve estar totalmente apoiada sobre a bancada.
  2. Faça um pequeno corte de 5cm nas duas pontas do filete.
  3. Prossiga com o corte sobre a marcação efetuada na placa: passe a serra sobre a marcação efetuada várias vezes até sua finalização. O corte deve ser executado em etapas de 3 a 4 mm em cada passada da máquina, desgastando a placa.
Atenção!

Não execute o corte passando a máquina de uma só vez, pois o filete irá se quebrar.

Caixas no interior da peça

Esse tipo de corte é difícil de ser realizado e necessita de habilidade e experiência do profissional. O procedimento descrito abaixo pode ser executado tanto com serra mármore de mão como serra vidro manual (recomendada para realização de cortes em porcelanatos de tonalidade clara ou com dificuldade de corte).

 

 
Atenção!

Não recomenda-se o corte de caixas no interior das peças a uma distancia menor que 5 cm das bordas, pois a placa poderá romper devido a tensões existentes em seu interior.

       

Quando a paginação do ambiente resultar em uma caixa no interior da peça a uma distancia inferior a 5 cm, sugerimos a mudança na paginação do ambiente ou da localização do ponto de energia ou hidráulico para que o corte fique no canto da placa.

A seguir a descrição do procedimento recomendado para corte de caixas no interior da peça.

  1. Apoie totalmente a placa na bancada de cortes.
  2. Inicie o corte sobre a marcação efetuada cortando primeiramente a face correspondente a primeira figura abaixo. Cuide para realizar o corte no sentido indicado pela figura. O corte deve ser efetuado sempre pela superfície superior, nunca pelo tardoz.
  3. Após cortada a primeira face, corte as faces no sentido das figuras abaixo.

  1. O acabamento do corte deve ser efetuado pelo tardoz da placa para que o disco de corte não ultrapasse a marcação efetuada, deixando um vinco na placa.
  2. Após a remoção do triângulo, deve-se cortar as outras duas faces na sequência das figuras abaixo. Lembre-se de corta-las também pela superfície superior das placas.

  1. Finalize o corte pelo tardoz.
  2. Retire o triângulo e realize os procedimentos de acabamento na caixa no interior da placa.
 
Serra de Vidro Manual

Em casos de obras de arte (incrustações), cortes pequenos e precisos, recomenda-se o uso da serra de vidro manual. Ela se assemelha à serra mármore de mão, com a diferença de ser menor, mais leve, movido a bateria, com disco menor (80mm) e mais fino.

       

Atenção!

Não recomenda-se o corte de caixas no interior das peças a uma distancia menor que 5 cm das bordas, pois a placa poderá romper devido a tensões existentes no interior da placa.

Quando a paginação do ambiente resultar em uma caixa no interior da peça a uma distancia inferior a 5 cm, sugerimos a mudança na paginação do ambiente ou da localização do ponto de energia ou hidráulico para que o corte fique no canto da placa.

O procedimento de utilização desse equipamento é igual aos procedimentos descritos no tópico anterior (Serra Mármore de Mão). Por essa razão eles não serão detalhados aqui.

 
Serra Fixa de Bancada

     

Limitada a cortes retos e paralelos, este equipamento alia grande produtividade e bom acabamento. Sempre que possível utilize a serra fixa de bancada para cortes de filetes, faixas ecaixas nas bordas das peças.

Sua recomendação de uso é descrita a seguir.

  1. Primeiro transfira as medidas de corte para a mesa da serra ajustando a régua guia.
  2. Em seguida, verifique se a régua guia está paralela com o disco de corte, caso contrário a peça cerâmica pode travar e quebrar durante o corte.

       

Atenção!

A utilização correta da régua guia evita acidentes. Quando não for possível utiliza-la (por exemplo em casos de peças grandes ou cortes em ângulo), não utilize esse equipamento. Nesses casos opte pela serra móvel de bancada ou pela serra mármore manual.

  1. Antes de iniciar as atividades do dia, sempre “afie” o disco de corte diamantado. Para isto basta fazer 3 ou 4 cortes em um bloco de concreto ou outro material abrasivo;
  2. Faça um pequeno corte no tardoz da peça;
  3. Começando pela outra extremidade, proceda com o corte pelo lado correto da peça.

       

Atenção!

Verifique junto ao manual do equipamento a correta orientação de corte.

  1. Se necessário, faça o acabamento com lixa de ferro número 100.

Para o corte de filetes, é necessário cuidados extra. Esses cuidados foram detalhados a seguir.

Corte de filetes

No corte de filetes, há dois casos de utilização dos retângulos resultantes do corte:

  1. Quando a parte a ser utilizada no assentamento é o filete;
  2. Quando a parte a ser utilizada é a peça maior.

No primeiro caso, alguns cuidados especiais que devem ser tomados, detalhados a seguir. Já no segundo caso, o corte pode ser realizado conforme as instruções gerais do equipamento. Para placas com formatos de até 30×30 cm, o filete deve ser maior ou igual a 2 cm. Para peças maiores, só é possível cortar filetes a partir de 3 cm.

  1. Coloque a placa na bancada de realização de cortes. Lembre-se que a peça deve estar totalmente apoiada sobre a bancada.
  2. Faça um pequeno corte de 5cm nas duas pontas do filete
  3. Prossiga com o corte sobre a marcação efetuada na placa: passe a serra sobre a marcação efetuada várias vezes até sua finalização. O corte deve ser executado em etapas de 3 a 4 mm em cada passada da máquina, desgastando a placa.
Atenção!

Não execute o corte passando a máquina de uma só vez, pois o filete irá se quebrar.

 
Serra Móvel de Bancada

Maior e mais cara que a serra fixa, este equipamento é indicado para grandes obras e centrais de corte. Ele é capaz de executar com precisão o corte de filetes, faixas, cortes triangulares, em ângulo e caixas nas bordas das peças. Seu acabamento e durabilidade também são superiores aos obtidos com a serra fixa de bancada. No entanto, não é possível fazer cortes em curva e caixas internas. Seu funcionamento está descrito a seguir.

 

 

 

  1. Sempre antes de iniciar as atividades do dia, “afie” o disco de corte diamantado. Para isto basta fazer 3 ou 4 cortes em um bloco de concreto ou outro material abrasivo.
  2. Posicione a peça para corte e trave-a na mesa.
  3. Em caso de cortes que não transpasse a peça, regule altura do disco.
Atenção!

Para corte de filetes (faixas com menos de 3cm de largura) em peças de grandes formatos, recomenda-se o corte em várias passadas com diferentes alturas do disco.

       

  1. Execute um pequeno corte no lado oposto ao do início do corte.
  2. Em seguida, execute o corte respeitando o sentido correto apontado pelo fabricante.

       

  1. Se necessário, faça o acabamento com lixa de ferro número 100.

Para o corte de filetes, é necessário cuidados extra. Esses cuidados foram detalhados a seguir.

Corte de filetes

No corte de filetes, há dois casos de utilização dos retângulos resultantes do corte:

  1. Quando a parte a ser utilizada no assentamento é o filete;
  2. Quando a parte a ser utilizada é a peça maior.

No primeiro caso, alguns cuidados especiais que devem ser tomados, detalhados a seguir. Já no segundo caso, o corte pode ser realizado conforme as instruções gerais do equipamento. Para placas com formatos de até 30×30 cm, o filete deve ser maior ou igual a 2 cm. Para peças maiores, só é possível cortar filetes a partir de 3 cm.

  1. Coloque a placa na bancada de realização de cortes. Lembre-se que a peça deve estar totalmente apoiada sobre a bancada.
  2. Faça um pequeno corte de 5cm nas duas pontas do filete
  3. Prossiga com o corte sobre a marcação efetuada na placa: passe a serra sobre a marcação efetuada várias vezes até sua finalização. O corte deve ser executado em etapas de 3 a 4 mm em cada passada da máquina, desgastando a placa.

          

Atenção!

Não execute o corte passando a máquina de uma só vez, pois o filete irá se quebrar.

 
Furadeira com Serra Copo

     

Trata-se de uma furadeira comum equipada com broca do tipo serra copo diamantada para cortes de cerâmicas e porcelanatos. Esta serra pode ser encontrada em diversos tamanhos (de 8 mm a 150 mm, sendo que outras medidas podem ser feitas sob encomenda) adequando-se em casos de furos para parafusos, encaixes de registros e de ralos redondos. O uso recomendado desse equipamento é descrito a seguir.

  1. Sempre antes de iniciar as atividades do dia, “afie” a serra diamantada. Para isto basta fazer 1 ou 2 furos em bloco de concreto ou material abrasivo.
  2. Utilize um gabarito (madeira, ferro ou cerâmica) para posicionar a serra copo, evitando assim que ela deslize sobre a cerâmica danificando a peça.
Dica Portobello!

Para criar um gabarito, utilize a mesma serra copo em um pedaço de cerâmica de descarte.

  1. Realize o furo com refrigeração com água.
Atenção!

Nunca efetue o corte de uma só vez! É necessário tirar e colocar a serra copo do furo para que a água possa refrigerá-lo.

       

  1. Se necessário, faça acabamento com lixa de ferro número 100.

 

Acabamento e Produtividade

O acabamento dos cortes em placas cerâmicas não depende apenas do capricho do profissional, mas também dos equipamentos e da técnica empregada. A escolha do equipamento deve levar em conta o nível de qualidade do acabamento exigido, a produtividade necessária para a obra e o treinamento / habilidade do realizador dos cortes.

Equipamentos diferentes irão produzir acabamentos diferentes para um mesmo tipo de corte. Por exemplo, em cortes de rodapé o riscador proporciona cortes retos, produtividade alta e baixo custo. Por outro lado, ao utilizar uma serra mármore manual, apesar do corte não sair perfeitamente reto, a peça não terá rebarbas. Nesse caso, deve-se levar em conta se essas rebarbas irão afetar ou não a qualidade visual do revestimento.

Uma terceira alternativa é o uso de uma serra móvel de bancada que alia a alta produtividade e precisão do riscador com o bom acabamento da serra mármore. No entanto, esse é um equipamento caro e de difícil transporte que se viabiliza apenas em grandes obras.

Os fatores de acabamento e produtividade variam de acordo com o tipo de corte. A tabela abaixo apresenta essas características para cada equipamento, considerando cortes retos.

Equipamento Acabamento Produtividade
Vídia e Torqueza Médio Baixa
Riscador Bom Alta
Serra Mármore de Mão Bom Baixa
Serra Fixa de Bancada Ótimo Média
Serra Móvel de Bancada Ótimo Alta
 
Discos de Corte

Para um mesmo equipamento, é possível variar o nível de acabamento e produtividade trocando-se o cortante (disco ou vídia de corte). De maneira geral, exitem três tipos de disco de corte:

  1. Disco Segmentado
  2. Disco Contínuo
  3. Disco Turbo

No caso de cerâmicas, o mais recomendável é utilizar discos diamantados contínuos. A tabela a seguir apresenta o comparativo de acabamentos e durabilidade de discos para serra mármore manual.

Disco de Corte Acabamento Durabilidade Observações
Marca Modelo (0 a 5) (0 a 5)
Bosh Diamantado 3 4

    

Bom acabamento com ótima durabilidade, melhor custo benefício, recomendado para pisos.

Dinser Mármore 3 2

    

Bom acabamento com razoável durabilidade, recomendado para paredes.

Dinser Porcelanato 2 5

    

Razoável acabamento com alta durabilidade, recomendado para fachadas.

Diamanfer Corte de Vidro 5 1

    

Excelente acabamento com baixa durabilidade, recomendado para cortes delicados e obras de arte (filetes, incrustações, etc.).

Bomcorte Turbo 0 3

    

Péssimo acabamento com razoável durabilidade, não recomendado para cerâmicas Portobello.

Comparativo de acabamentos dos discos apresentados

Da esquerda para a direita: Bosh (Diamantado), Dinser (Mármore), Dinser (Porcelanato), Diamanfer (Corte de Vidro) e Bomcorte (Turbo).

 
Atenção!

Ao trocar o fabricante ou o modelo do disco de corte, faça o teste de acabamentos.

Para um bom acabamento a direção de corte (função do sentido de rotação do disco) proposta pelo fabricante do equipamento deve ser respeitada. No caso da Makita 13.000 RPM, por exemplo, deve-se realizar o corte puxando a serra

Nunca realize cortes pelo verso (tardoz) da peça! Isso fará com que lasque o esmalte prejudicando seu acabamento.

         

 
Incrustações, filetes e obras de arte

Para casos em que o acabamento deve ser impecável como em incrustações e filetes, recomenda-se o uso de serra de vidro de baixa rotação. Devido às suas características de peso e estabilidade, esse equipamento oferece o melhor acabamento em cerâmicas.

       

Atenção!

Não utilize metais ou canetas para marcação das peças pois poderão manchá-las. Nesse caso recomenda-se a utilização de lápis, pois ele pode ser limpo com água e saponáceo cremoso tipo Cif ou Sapólio Radium.

 
Bisotes e acabamentos laterais

Alguns porcelanatos Portobello possuem acabamento refiticado nas laterais da placa. Esta retífica cria um chanfro nas quinas chamado bisote.

Após o corte da peça pode ser necessário melhorar o acabamento das regiões cortadas. Esse acabamento pode ser feito com lixa para metais número 100 ou com serra de bancada. As figuras a seguir ilustram esse acabamento sendo realizado.

       

Atenção!

Nunca utilize serras manuais ou as laterais dos discos de corte para desgastar ou melhorar o acabamento das peças, pois isso causa um enfraquecimento do disco de corte podendo causar graves acidentes.

       

 
Assentamento

A execução ou instalação do revestimento cerâmico deve acontecer em conformidade com as normas de assentamento cerâmico citadas abaixo e com as instruções fornecidas pelo fabricante. A Portobello recomenda que essas normas sejam citadas em projeto para garantir o correto assentamento do produto.

  • NBR 13.753 – Revestimento de piso interno ou externo
  • NBR 13.754 – Revestimento de paredes internas
  • NBR 13.755 – Revestimento de paredes externas e fachadas
  • NBR 15.825 – Qualificação de pessoas para a construção civil – Assentador

Além disso, antes de iniciar o assentamento, deve-se realizar a inspeção visual do revestimento cerâmico.

Atenção!

Nunca misture produtos de lotes diferentes no mesmo ambiente!

Para obter maior produtividade, recomenda-se separar todos os equipamentos a serem utilizados antes do início do trabalho. A indicação para a escolha de alguns equipamentos, como por exemplo o tipo de desempenadeira a ser utilizado, encontram-se em Projeto > Especificação.

 
Materiais necessários: Lápis de carpinteiro; linha de nylon; mangueira de nível; régua metálica; esquadro metálico; trena; metro; desempenadeira denteada; ventosas, nivelador de assentamento Portobello; alicate para nivelador de assentamento; espaçadores; martelo de borracha; colher de pedreiro.
 
Atenção!

Lembre-se que para obter um bom desempenho do revestimento cerâmico, uma das exigências é que os equipamentos utilizados para o assentamento estejam em boas condições de uso. Um exemplo é a desempenadeira, que não deverá estar com os dente desgastado mais de 1 mm.

Observe no projeto de paginação a indicação do início do assentamento, isto é, onde está localizada a primeira placa a ser assentada (placa mestra). Posicione então uma placa sem argamassa colante no local da placa mestra e outra no outro extremo do ambiente em linha reta. Não se esqueça de deixar 5 mm livre entre a parede e as peças da junta de dessolidarização. Em seguida. estique uma linha de nylon para garantir a ortogonalidade do assentamento.

       

Espalhe as placas no piso para verificar a quantidade de placas necessárias.

Entre as placas, insira espaçadores plásticos com a dimensão das juntas de colocação que serão utilizadas no assentamento, simulando o revestimento finalizado. Realizando esse processo é possível verificar a localização dos cortes e realizá-los anteriormente ao assentamento, aumentando a produtividade em obra.

Em seguida, retire as placas e prepare a argamassa colante conforme as recomendações a seguir:

Materiais necessários: Furadeira (máximo de 500 rpm); extensão elétrica; haste helicoidal para misturar argamassa e rejunte; recipiente plástico para mistura da argamassa.

Prepare um saco inteiro da argamassa colante especificada no projeto. Para a mistura, leia atentamente e siga as instruções que estão na embalagem do produto. Não fracione o saco e nem adicione água visualmente.

Atenção!

A mistura da argamassa deve ser realizada em um recipiente plástico, nunca em caixote de madeira. Isso porque a madeira absorve água, alterando o traço da mistura e, consequentemente, as propriedades da argamassa.

Despeje toda a quantidade de água indicada na embalagem do produto para a mistura da argamassa e acrescente aproximadamente a metade do pó contido na embalagem, misturando com o auxílio de uma haste helicoidal acoplada a uma furadeira com rotação inferior a 500 rpm.

        

Atenção!

Furadeiras domésticas podem passar de 2.000rpm. Rotações acima de 500rpm irão comprometer o desempenho da argamassa colante.

Misture até formar uma pasta homogênea, em seguida acrescente o restante do pó, misturando a argamassa até que atinja uma consistência pastosa e sem presença de grumos. Este processo leva de 3 a 5 minutos.

Após a mistura inicial da argamassa colante, deixe-a descansar por um período aproximado de 10 a 15 minutos (conforme instruções da embalagem). Este período pode variar conforme a tipologia da argamassa e é necessário para que ocorra a reação dos componentes químicos.

Durante o período do assentamento é importante que algumas vezes sejam realizadas misturas manuais com a própria colher de pedreiro, MAS NUNCA SE DEVE ACRESCENTAR ÁGUA APÓS A MISTURA INICIAL.

Atenção!

Não indicamos o fracionamento dos sacos de argamassa de rejunte e argamassa colante. Quando realizar a mistura deve-se preparar um saco inteiro.

Com tudo pronto, inicie o assentamento.

Atenção!

Todo produto Portobello apresenta uma marca no tardoz (verso da peça). Essa marca pode ser uma seta ou um texto “Made in (nome de um país)” que indica o sentido de assentamento. É obrigatório assentar todas as peças no mesmo sentido.

Espalhe a argamassa colante sobre a base com o lado liso da desempenadeira, formando um ângulo de 30º, deixando uma espessura suficiente para formar os cordões. Em seguida, passe o lado denteado, formando um ângulo com a parede de aproximadamente 60º, friccionando-a para formar sulcos e cordões.

         

Lembre-se que o assentamento de placas com área maior ou igual a 900 cm² deve ser feita utilizando a técnica de dupla colagem, conforme especificação apresentada em Projeto > Especificação.

Atenção!

A Dupla Colagem deve ser feita com cordões EM SENTIDO PARALELO para garantir até 25% mais aderência do que se assentado com os cordões cruzados. Isso porque o assentamento com cordões cruzados cria inúmeras bolhas de ar sob a placa, diminuindo sua resistência mecânica e aderência. Pelo mesmo motivo não se deve fazer cordões circulares (não retos).

Os cordões de argamassa colante formados com o auxílio da desempenadeira denteada devem ficar completamente preenchidos, caso contrário deve-se repetir o procedimento colocando mais argamassa até que eles fiquem preenchidos por completo.

Cordões de argamassa formados CORRETAMENTE          Cordões de argamassa formados INCORRETAMENTE

Não aconselhamos espalhar argamassa colante em uma área superior a 1,5 m², de modo a atender seu tempo em aberto (prazo máximo em que a argamassa espalhada pode receber o revestimento sem perda de aderência). Este tempo varia conforme o tipo de argamassa e as condições climáticas.

Para determinação do tempo em aberto indicamos a realização de um teste rápido e prático, o “Teste do Dedo”.

Teste do Dedo

Logo antes de assentar a placa, toque com o dedo na argamassa espalhada na base, se esta esmagar e grudar bem no dedo, está em condições de uso.

Quando realizado o teste e a argamassa colante esmagar e não sujar ou sujar pouco o dedo, significa que o tempo em aberto está esgotado e a aderência será muito prejudicada. Neste caso retire toda a argamassa da base e espalhe novamente. O material retirado da base não deverá ser reaproveitado.

A placa deve ser assentada cerca de 5 cm de sua localização final. Após seu assentamento, a peça deve ser arrastada na diagonal até a sua posição correta, percutindo em sua superfície com auxílio de martelo de borracha.

Posicionamento da placa cerâmica cerca de 5 cm da sua posição final          Profissional percutindo a peça com martelo de borracha.

Atenção!

O assentamento incorreto pode fazer com que placas se trinquem e que isso não seja percebido visualmente pelo assentado. No entanto, estas trincas aparecerão com o início do acúmulo de sujeira pela liberação ao tráfego.

Caso o assentador suspeite de ter havido quebra da placa durante o assentamento e queira facilmente achar a trinca, basta sujar a superfície do porcelanato com um pouco de argamassa colante e remover o excesso com um pano limpo e seco. Na maioria dos casos a trinca ficará evidente.

Ao percutir as placas com o martelo de borracha, note o excesso de argamassa colante saindo pelas juntas. Limpe a superfície das placas cerâmicas com uma bucha não abrasiva logo após o assentamento, retirando todos os resíduos de argamassa colante. Depois da argamassa seca, este procedimento é muito dificultado.

Excesso de argamassa nas juntas após a percussão da peça assentada          Limpeza da junta com bucha não abrasiva após a percussão da peça

Durante o assentamento, garanta que as placas não fiquem empenadas com um dos lados mais alto. Para isso, a Portobello recomenda a utilização do Nivelador de Assentamento, detalhado mais adiante.

Atenção!

As juntas estruturais não devem nunca ser cobertas com o revestimento.

Após assentada a primeira placa, continue o assentamento da fiada de referência (mestre).

Lembre-se de deixar uma junta de 5 mm por todo o perímetro do piso (no encontro com as paredes) conforme detalhe mostrado em Projeto > Projeto Executivo. Não rejunte este vão, ele será coberto pelo revestimento de parede ou rodapé.

Aplicação de espaçador para garantir a junta de dessolidarização após o assentamento do piso          Junta de dessolidarização

Proceda com o assentamento no restante do ambiente.

Após as placas assentadas, limpe o interior das juntas com o auxílio de uma broxa ou escova de cerdas macias.

Limpeza do interior das juntas com escova de cerdas macias

Terminado o assentamento, feche o ambiente com uma fita zebrada que impeça o tráfego sobre as placas.

Atenção!

Uma vez assentadas as placas, aguarde o período de “Liberação ao Tráfego Leve” ou “Liberação para Rejuntamento” informado no saco da argamassa colante antes de andar com cuidado sobre elas.

 
Inspeção de Qualidade de Assentamento

Alertamos que para um bom desempenho do revestimento cerâmico, 100% do tardoz da placa deverá estar preenchido com argamassa colante.

Durante o assentamento deve-se realizar testes aleatórios para verificar a qualidade do assentamento: remova e observe uma em cada dez placas assentadas se os cordões estão totalmente esmagados. Caso contrário deve-se retirar todas as placas cerâmicas e reiniciar o assentamento, tomando cuidado para que o mesmo erro não se repita.

Inspeção de qualidade: Cordões de argamassa NÃO amassados          Controle de qualidade: cordões de argamassa amassados corretamente

Cada assentador deve ser avaliado pelo menos duas vezes ao dia em horário aleatório. Em dias muito quentes ou com vento forte, a amostragem deve ser ampliada. A cada verificação, pelo menos três placas devem ser observadas.

Constatando-se problemas (extensão de aderência inferior a 100% da área do tardoz) duas vezes, consecutivas ou não, o assentador deve ser encaminhado para treinamento.

Nivelador de Assentamento

Com o aumento constante dos tamanhos das cerâmicas existentes no mercado, garantir o perfeito nivelamento entre as peças tem sido tarefa cada vez mais difícil para os assentadores. Para auxiliar nessa tarefa, a Portobello possui niveladores de assentamento que garantem o perfeito alinhamento das peças, aumentando a produtividade dos assentadores.

O sistema de nivelador de pisos é composto por 3 partes: os clipes, cunhas e alicate. Nesse sistema, apenas os clipes são descartáveis, uma vez que são quebrados no final de sua utilização. Para mais informações sobre o funcionamento do sistema, clique aqui.

Atenção!

NÃO recomendamos a utilização de qualquer tipo de nivelador de assentamento juntamente com a linha Wall Mosaic. A utilização desses produtos em conjunto poderá resultar no lascamento do esmalte da peça cerâmica.

Simule o consumo de niveladores
cm cm
Rejuntamento

O rejunte deve ser aplicado respeitando o prazo mínimo especificado pelo fabricante da argamassa colante que varia de 4 a 72 horas. Se este prazo mínimo não for respeitado, as placas de porcelanato irão se quebrar com o peso do assentador e o rejunte poderá manchar com a cor da argamassa colante ainda úmida,

A argamassa de rejuntamento deve ser específica para o tipo de cerâmica utilizada e compatível com tamanho de junta escolhida para o assentamento. Consulte o fabricante de rejunte para especificá-lo corretamente.

Atenção!

A argamassa de rejuntamento não deve ser usada em áreas que serão expostas a ácidos, bases, solventes concentrados e nem como juntas de dilatação estrutural ou de movimentação.

As juntas de assentamento devem estar completamente limpas e secas, inclusive livres de excesso de poeira. Em situações de clima muito seco (umidade relativa abaixo de 50 %) pode-se borrifar água levemente antes de sua aplicação.

A preparação do rejunte deve ser feita conforme os procedimentos detalhados a seguir

Materiais necessários: Furadeira (máximo de 500 rpm); extensão elétrica; haste helicoidal para misturar rejunte; recipiente plástico para mistura do rejunte; espátula de plástico; espátula de borracha; esponja para limpeza.
 
Preparo do Rejunte Cimentício

Prepare o rejunte de acordo com as instruções contidas na embalagem do produto. Alertamos que para um bom desempenho do revestimento, as técnicas de preparo e aplicação dos materiais devem ser minuciosamente observadas.

Inicie a mistura em recipiente plástico. Para volumes maiores de rejunte, pode-se utilizar a furadeira de 500 RPM com a haste helicoidal na mistura da massa.

Adicione primeiramente a quantidade de água especificada na embalagem do produto. Depois adicione metade do pó contido na embalagem, mexendo manualmente ou com a haste helicoidal. Feita a primeira mistura, adicione o restante do pó e misture até que fique uma pasta homogênea.

        

Preparo do Rejunte Epóxi

Este rejunte é composto por três componentes: resina líquida, endurecedor (líquido) e o pó colorido. A proporção dos componentes vem pronta, basta usar todo o conteúdo de uma só vez.

A mistura inicia-se com as partes líquidas, ou seja, a resina e o endurecedor. É nesta fase que inicia a reação química do rejunte, por este motivo todas as instruções de mistura devem ser seguidas.

      

Geralmente os líquidos são misturados manualmente. Após obter uma mistura homogênea, adicione metade do pó existente no Kit. Misture até que fique uma pasta mole. Adicione o restante do pó, mexendo até formar uma massa consistente, mais firme que os rejuntes cimentícios. Esta etapa pode ser executada com o auxílio da furadeira com rotação inferior a 500 RPM e haste helicoidal.

      

Alertamos que para um bom desempenho do revestimento, as técnicas de preparo e aplicação dos materiais devem ser minuciosamente observadas.

Atenção!

Nunca adicione água na mistura de rejunte Epóxi.

 
Preparo do Rejunte Acrílico

Este rejunte é composto por dois componentes: resina líquida e carga mineral (pó). A proporção dos componentes vem pronta, basta usar todo o conteúdo de uma só vez. A mistura deve ser realizada em um recipiente plástico, que pode ser a própria embalagem do produto. 

Primeiramente adiciona-se a resina líquida no recipiente plástico e depois adiciona-se todo o pó. A mistura pode ser realizada manualmente até a obtenção de uma massa pastosa, firme e sem grumos.

      

Atenção!

A mistura deve ser realizada em um ambiente abrigado do sol, do vento e da chuva, pois a variação climática influencia diretamente no tempo de pote da argamassa.

Alertamos que para um bom desempenho do revestimento, as técnicas de preparo e aplicação dos materiais devem ser minuciosamente observadas.

Atenção!

Nunca adicione água na mistura de rejunte acrílico.

 

Antes de começar o rejuntamento, remova quaisquer impurezas da superfície do revestimento cerâmico e do interior das juntas. Se necessário, molhe levemente as placas antes de rejuntar, tornando o processo de aplicação do rejunte mais fácil. Espalhe a argamassa de rejunte com o auxílio de uma desempenadeira de borracha a 45º do plano do revestimento, fazendo movimentos contínuos na direção diagonal às juntas de assentamento. Nesse momento, exerça pressão suficiente para forçar o material ao interior das juntas, preenchendo-as completamente.

Atenção!

Não utilize ferramentas metálicas para aplicar o rejunte, pois elas irão riscar permanentemente o porcelanato.

Passe novamente a desempenadeira de borracha sem argamassa, de modo a retirar o excesso de material que ficou depositado sobre a superfície do revestimento cerâmico.

    

Após a secagem inicial da argamassa de rejuntamento (cerca de 20 minutos para rejuntes cimentícios) realize a limpeza usando uma espuma macia umedecida em água limpa. Passe a espuma leve, continuamente e em movimentos circulares, de modo a retirar apenas o filme de material opaco da superfície do revestimento cerâmico, sem danificar o rejuntamento recém executado.

Caso esteja utilizando o rejunte epóxi, remova o excedente no máximo 15 minutos após a aplicação. Para o rejunte acrílico, essa limpeza deverá ser realizada entre 15 e 30 minutos após sua aplicação. Em ambos os casos, se os excessos ficarem por muito tempo, a remoção será bastante dificultada, podendo até manhchar o revestimento.

Limpe também as juntas de controle, retirando todo o material de rejuntamento que ali penetrou, de modo a deixar a junta completamente limpa para a posterior aplicação do limitador de fundo de junta e o selante. Use uma escova de nylon de cerdas macias com formato que facilite a retirada sem esforço extra.

No caso do rejunte cimentício, espere novo período de secagem e refaça a limpeza, desta vez com um pano seco e limpo para obter a aparência natural do revestimento cerâmico.

Após aplicado e limpo, interdite o ambiente por 24 horas.

Em caso de divergências, recomendamos seguir as instruções do fabricante do rejunte.

Manutenção

Limpeza Pós-Obra
PRAZO DE VALIDADE DAS INFORMAÇÕES A SEGUIR

As informações abaixo são válidas por 90 dias. Para manuais em PDF, verifique a data de criação do arquivo ("criado em") para garantir que suas informações ainda estão válidas. Caso o PDF tenha mais de 90 dias, gere um novo arquivo on-line atualizado

Primeiramente, remova os resíduos soltos com vassoura ou aspirador e limpe a superfície com uma esponja ou pano de algodão umedecido em água limpa. Em seguida, dilua o detergente neutro em água e aplique-o na área a ser limpa com o auxílio de um pano. Após esses procedimentos passe somente água limpa em abundância e seque o piso.

Atenção!

A limpeza pós-obra deve ser feita com extremo cuidado, pois podem existir materiais abrasivos aderidos à superfície.

Não utilize cerdas de aço ou qualquer outro metal (como esponjas de aço). Elas podem riscar, danificar e retirar o brilho do porcelanato ou do esmalte do revestimento.

Caso não ocorra a remoção completa dos resíduos com água e detergente, sugere-se a utilização de Cleanmax Multipiso® da Portokoll sempre seguindo as instruções da embalagem quanto à diluição. Não aplique o limpador diretamente sobre o piso para posteriormente adicionar água. Sempre efetue a diluição em um balde para posteriormente aplicar no revestimento. Deixe a mistura agir por 15 minutos sobre o revestimento. Em seguida, esfregue a superfície com vassoura ou escova de cerdas macias. Enxague o revestimento de modo a retirar completamente a solução e os resíduos. A conclusão da limpeza é feita então com um pano limpo e seco.

No caso de resíduos proveniente do rejuntamento à base de resina epóxi, recomenda-se a utilização do Cleanmax Removedor de Epóxi®, sempre obedecendo as instruções de aplicação descritas na embalagem. Esse removedor também é indicado para remover manchas como tintas, vernizes e silicones. No entanto ele não pode ser aplicado em superfícies aquecidas nem utilizado como manutenção diária.

Atenção!

 Sempre efetue a diluição em um balde para posteriormente aplicar no revestimento.

A remoção total da mistura (solução + sujeira) dentro do tempo estipulado é fundamental, pois se ela secar no piso poderá formar uma película de difícil remoção.

Sempre teste o produto em uma pequena área para verificar a compatibilidade do limpador com a base.

Os produtos pós obra  NÃO devem ser utilizados como manutenção ou uso diário.

 
Manutenção de Rotina e Extraordinária
Manutenção de Rotina

Todos os produtos devem ser diluídos em água, usados em suas versões neutras e aplicados com pano umedecido nesta solução. Siga as instruções de uso de cada produto de limpeza.O produto indicado para realizar a limpeza do dia a dia de revestimentos cerâmicos é detergente neutro.

Após esses procedimentos passe somente água limpa e seque o piso. Caso ainda permaneça sujeira sobre o produto, deixe a solução de detergente e água agir sobre o piso por alguns minutos e depois esfregue com escova ou vassoura de cerdas macias. Não utilize palhas de aço ou produtos similares.

Enxágue bem somente com água limpa e seque com pano limpo. A utilização de água morna ou quente facilita a limpeza de seu porcelanato.

Produtos com coeficiente de atrito maior ou igual a 0,6 (EXT, Super EXT e Rampa) possuem maior dificuldade de limpeza. É importante salientar que não é possível limpar estes produto com pano úmido, devem ser limpos com vassoura, detergente neutro e água.

 

Dica Portobello! 

A utilização de água morna ou quente facilita a limpeza de seu porcelanato

Atenção!

É necessário ter maior cuidado na limpeza de Porcelanatos Polidos, visto que eles são mais delicados.

Para escolha do melhor produto de limpeza para sujeiras específicas utilize como referência a tabela abaixo e siga as instruções dos fabricantes quanto à diluição e enxague:

Tipo de sujeira Produto de limpeza Produtos comerciais
Graxa ou óleo Detergente em pó ligeiramente abrasivo e detergente alcalino Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium) e Veja Cloro Ativo
Tinta Solvente orgânico ou detergente ácido Thinner, Água Raz e Clean Max Multipiso
Ferrugem Detergente em pó ligeiramente abrasivo e detergente ácido Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium) e Clean Max Multipiso
Resíduo de cal e cimento Detergente ácido Clean Max Multipiso
Cerveja, vinho, café e refrigerante Solução em hipoclorito de sódio ou detergente alcalino Água Sanitária ou Veja Cloro Ativo
Borracha de pneu Detergente em pó ligeiramente abrasivo e detergente alcalino Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium) e Clean Max Multipiso
Sucos de fruta Solução em hipoclorito de sódio e detergente alcalino Água Sanitária ou Veja Cloro Ativo
Caneta hidrocor Solvente orgânico Álcool, Thinner ou Acetona
Lápis Detergente em pó ligeiramente abrasivo Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium)
Giz de cera Detergente em pó ligeiramente abrasivo e detergente ácido Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium) e Clean Max Multipiso
Outros Detergente em pó ligeiramente abrasivo Saponáceo Cremoso (CIF ou Sapólio Radium)
 

O produto Cleanmax Multipisos® pode ser utilizado tanto em produtos com esmalte na superfície como em porcelanatos polidos (com brilho).

O uso de máquinas hidrojato (lavadoras de alta pressão) não removem as sujidades de pisos, paredes e fachadas sem o uso combinado de produtos de limpeza. Algumas vezes é necessário também o uso de vassouras para remove-la por completo.

Manutenção Extraordinária

Essa limpeza é realizada com a utilização de Cleanmax Multipisos® da Portokoll, sempre seguindo as instruções da embalagem quanto à diluição e enxague final. Em caso de sujeira ou manchas persistentes é necessária uma limpeza localizada. Esse tipo de limpeza deve ser feita no máximo, 2 vezes por ano.

Para prevenir a mancha d'água, pode-se aplicar o Cleanmax Selador® da Portokoll. Ele é um produto hidrorrepelente à base d'água indicado para proteger rejuntamentos, peças cerâmicas e demais materiais porosos de absorver água, dificultando o surgimento de manchas causadas pela umidade. O selador da Portokoll já vem pronto para uso, não sendo necessário nenhum tipo de diluição. Sua aplicação deve ser feita após 72 horas da aplicação do rejunte ou 48 horas após o último contato com água. Recomenda-se utilizar um pincel ou um rolo de lã para aplicar uma ou mais demãos finas sobre a área a ser impermeabilizada. É necessário aguardar, no mínimo, 2 horas entre demãos para secagem do produto. A superfície estará impermeabilizada quando o selador não penetrar mais na área aplicada.

Atenção!

Não deixe o produto acumular ou escorrer na superfície de aplicação. Caso isso ocorra, remova os excessos imediatamente.

É necessário avaliar a necessidade de reaplicação do Cleanmax Selador® após 1 ano de sua última aplicação.

Agentes Agressivos

A utilização de produtos impróprios de limpeza irá danificar seu porcelanato. Porcelanatos polidos são mais delicados e exigem uma atenção maior.

Produtos NÃO indicados

Ácido muriático, flúor, ácido fluorídrico, hidróxidos de potássio e sódio, Semorin, Limpa Alumínio, Brilhol, Limpa Pedra, Shampoo de Pedras, Limpa Vidros, ceras ou impermeabilizantes

 

Não utilize produtos que possuam ácido muriático, flúor e seus derivados, tal como o ácido fluorídrico. Estes componentes são encontrados nos produtos Semorin, Limpa Alumínio, Brilhol, Limpa Pedra, Xampu de Pedras, Limpa Vidros e outros.

Produtos que possuem hidróxidos (potássio, sódio, etc.) em alta concentração podem causar alterações no brilho superficial de porcelanatos polidos se expostos por mais de 10 minutos.

 

Atenção!

Não utilize ceras ou impermeabilizantes sobre o revestimento sem indicação e acompanhamento profissional.

Cuidado ao limpar móveis, vidros e eletrodomésticos, pois os respingos dos produtos de limpeza poderão manchar seu porcelanato. Apoie o balde sobre um saco plástico e passe um pano úmido no piso logo que constate respingos.

Programa de Manutenções

A durabilidade do sistema depende também das ações pontuais de manutenção, como substituição programada de elementos, inspeções e reparos.

As tabelas a seguir indicam a periodicidade de tais ações de forma a possibilitar o atingimento real da vida útil de projeto.

Estas ações devem ser executadas por empresas especializadas e seus profissionais habilitados conforme descrito na NBR 15.575-1:2013. Toda manutenção deve ser documentada para comprovação futura, sendo essa uma responsabilidade do usuário final, conforme estabelecido pela mesma norma.

Tabela de manutenções OBRIGATÓRIAS de revestimento cerâmico de pisos
Manutenção Primeira ação Periodicidade Descrição
Aplicação de ceras NUNCA aplicar ceras em revestimentos cerâmicos.
Limpeza do capacho ou tapete Imediata Semanal Elemento de proteção contra riscos e desgaste superficial em projeto. Exemplo: entrada de hall, cozinha, banheiro, etc.
Limpeza com produtos leves Imediata Semanal Pano úmido ou com detergente neutro conforme a necessidade.
Inspeção de trincas nos rejuntes Imediata A cada 1 ano Inspecionar e corrigir trincas em rejuntes, procedendo com sua remoção e reaplicação.
Inspeção de trincas em cerâmicas Imediata A cada 1 ano Inspecionar e corrigir trincas nas placas de revestimento, procedendo com sua substituição por outras da reserva técnica, evitando-se assim variações de tonalidade.
Inspeção de som cavo (som de oco) Imediata A cada 1 ano Substituir placas que apresentem som de oco.
Inspeção de junta de dilatação Imediata A cada 1 ano Antes da limpeza pesada, inspecionar e trocar, se necessário, o elemento de vedação de juntas de dilatação de pisos (silicone, mastique, EPDM ou equivalente). Usualmente juntas de silicone duram entre 5 e 10 anos e juntas de EPDM entre 10 e 20 anos.
Avaliação de atrito em áreas molhadas comuns No quinto ano A cada 5 anos O tráfego de veículos, equipamentos e pessoas pode causar efeito de "polimento", diminuindo o coeficiente de atrito de qualquer tipo de revestimento (cerâmico, cimentício, vinílico, etc.) a valores abaixo de 0,4. Medir tal coeficiente com equipamento Tortus conforme NBR 15.575-3 nos pontos de concentração de tráfego, substituindo placas que estejam escorregadias (polidas pelo tráfego).
Avaliação de atrito em áreas molhadas privativas No décimo quinto ano A cada 15 anos

 

Tabela de manutenções OPCIONAIS de revestimento cerâmico de pisos
Manutenção Primeira ação Periodicidade Descrição
Inspeção de manchas Imediata A cada 6 meses Substituir placas manchadas, se desejável, utilizando placas da reserva técnica, evitando assim variações de tonalidade.
Limpeza de rejuntes Imediata A cada 1 ano Pode ser utilizado hidrojato não pontual, em leque, a distância de 30 cm, de até 2.000 bar para limpeza de rejuntes. Utilizar detergente neutro ou cloro diluído para ajudar na limpeza. Para ambientes em que o uso do hidrojato não é possível, utilizar produtos de limpeza pós obra específicos para cerâmicas ou porcelanatos.
Limpeza com produtos pesados Imediata A cada 1 ano Produtos de limpeza pós obra específicos para cerâmicas ou porcelanatos.
Inspeção de polimento de porcelanatos técnicos No quinto ano A cada 5 anos O brilho de porcelanatos técnicos polidos pode se perder com o tráfego. Avaliar a necessidade, viabilidade e consequência de se repolir todo o ambiente.
Inspeção de polimento de porcelanatos esmaltados ou cerâmicas brilhantes No quinto ano A cada 5 anos O brilho de revestimentos brilhantes esmaltados pode se perder com o tráfego. Esse tipo de revestimento não permite ser repolido e, se desejável, de ser substituído.
Final da vida útil dos revestimentos No décimo terceiro ano A cada 13 anos Os revestimentos de pisos e paredes brasileiros são projetados para vida útil mínima de 13 anos conforme estabelecido na NBR 15.575-1. Após este tempo, os custos de manutenção podem passar a ser demasiadamente elevados, justificando a troca do revestimento. Em muitos casos este tempo é estendido para dezenas de anos, conforme boas condições de uso e manutenção.